Genoino diz que Lula deve ouvir as ruas e afirma que o Congresso atual é o ‘quartel-general do golpe da extrema direita’
Em entrevista à TV 247, o ex-presidente do PT cobra enfrentamento político do governo
247 - O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores José Genoino afirmou nesta semana, em entrevista ao programa Giro das Onze, da TV 247, que o presidente Lula deve intensificar a relação com as ruas, concentrando forças na população, na disputa eleitoral e em uma pauta popular. O petista demonstrou apoio a propostas importantes como melhorias das condições socioeconômicas da classe trabalhadora e criticou parlamentares opositores do governo, ao definir o atual Congresso como “o quartel-general do golpe da extrema direita”.
Na entrevista, o ex-presidente do PT defendeu enfrentamento político e comentou a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal, e a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que redefine o cálculo de penas para crimes de golpe e, por consequência, reduz as penas de condenados por ações golpistas.
Segundo Genoino, o governo federal precisa priorizar a mobilização social e o debate público fora das negociações restritas ao Parlamento - Senado e Câmara dos Deputados. “Temos que priorizar as ruas e a disputa eleitoral, com pauta popular”.
O ex-dirigente não defendeu o abandono do diálogo institucional, mas sustentou que o governo deve apresentar sua posição de forma mais firme antes de negociar com deputados e senadores. “Tem que dialogar? Sim. Mas primeiro você enfrenta, diz o que quer. O Partido dos Trabalhadores está muito à mercê do jogo parlamentar”, opinou Genoino.
Estratégias do campo progressista
Genoino também analisou a decisão do Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A derrota representou um revés político para o governo Lula e abriu debate sobre a capacidade de articulação do Planalto no Congresso.
Para o ex-presidente do PT, o problema não se resume a uma suposta traição de aliados ou parlamentares. Ele afirmou que o governo errou na estratégia adotada durante o processo. “Não é que houve traição”, disse Genoino. Na sequência, ele completou a avaliação sobre a condução política do governo. “Eles erraram”, afirmou.


