Ministro da Justiça afirma que perícias confirmam suicídio de "Sicário"
Wellington Cesar Lima disse que laudos e investigações da PF afastaram dúvidas sobre a morte de Luiz Philip Mourão
247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, afirmou nesta terça-feira (9) que não há dúvidas sobre a causa da morte de Luiz Philip Mourão, conhecido como "Sicário". Segundo ele, as investigações e os laudos periciais concluíram que o aliado de Daniel Vorcaro tirou a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal (PF). As informações são do Metrópoles.
A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. De acordo com o ministro, as perícias realizadas no caso descartaram questionamentos sobre a natureza da morte. "Não houve a menor dúvida da natureza do evento com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF apurou com todo rigor", afirmou.
Caso Sicário
Luiz Philip Mourão era apontado pelas autoridades como um dos principais operadores da organização criminosa conhecida como "A Turma", grupo que, segundo as investigações, teria sido liderado por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As apurações indicavam que Mourão atuava na obtenção de informações sobre pessoas consideradas desafetas do empresário. Ele respondia por acusações relacionadas a organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A prisão ocorreu em 4 de março durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Ainda sob custódia, Mourão atentou contra a própria vida e foi levado para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Ele morreu em 6 de março, dois dias após ser hospitalizado.
Durante a audiência desta terça-feira (9), Wellington Cesar Lima afirmou que parte das informações do caso permanece sob sigilo, mas indicou que esses detalhes poderão ser divulgados futuramente. Embora não tenha sido formalmente acusado de homicídios, Mourão possuía antecedentes relacionados a estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça, conforme informações citadas durante as investigações.
Questionamentos sobre Ramagem
Na mesma audiência, parlamentares da oposição questionaram o ministro sobre a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), realizada em abril deste ano na Flórida, nos Estados Unidos. Condenado por tentativa de golpe de Estado e considerado foragido da Justiça brasileira, Ramagem foi detido por agentes do serviço de imigração estadunidense.
Wellington Cesar Lima negou que o governo brasileiro tenha solicitado ou articulado a ação junto às autoridades dos Estados Unidos. Segundo o ministro, houve apenas uma troca informal de informações entre agentes do serviço de imigração dos EUA (ICE) e um oficial de ligação brasileiro.
"Teria ocorrido uma comunicação ao nível da cooperação policial, uma comunicação informal entre diálogos entre os agentes da ICE e o oficial de ligação, que teriam trocado informações sobre o cidadão brasileiro que acabou sendo alcançado pela providência", explicou.



