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MDB do Sul e Sudeste dificultam apoio à reeleição de Lula

Setores do partido criticam o governo e ampliam resistência interna, levando MDB a cogitar neutralidade ou candidatura própria

04/02/2026 - Brasília - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Palácio do Planalto. Brasília (DF) - Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O MDB das regiões Sul e Sudeste tem sido apontado como o principal obstáculo para uma eventual aliança do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um projeto de reeleição. A avaliação é que, nesses estados, a legenda mantém uma postura mais alinhada ao centro-direita e costuma fazer críticas à condução do governo petista, o que eleva a dificuldade de uma composição nacional. As informações são da CNN Brasil.

Esse posicionamento regional representa um segmento expressivo dentro do MDB e exerce influência direta na cúpula nacional do partido, tornando mais complexa qualquer articulação formal de apoio a Lula.

Até mesmo dirigentes do PT reconhecem que o cenário impõe barreiras relevantes para a construção de uma aliança com o MDB. A resistência interna, sobretudo no Sul e Sudeste, pesa nas negociações e reduz as chances de um acordo amplo, apesar do interesse do Palácio do Planalto em ampliar a base política para a disputa eleitoral.

A avaliação entre interlocutores do governo é que, caso o MDB aceite integrar uma chapa presidencial com Lula, o nome indicado para vice-presidente precisaria vir justamente de uma dessas regiões, como forma de amenizar a oposição interna e facilitar a costura política. Essa estratégia teria como objetivo reduzir a resistência do partido onde o MDB se mostra mais distante do campo governista.

A tendência predominante dentro da legenda é que o MDB mantenha neutralidade na corrida presidencial ou até mesmo lance candidatura própria. Um dos nomes que voltou a circular como possibilidade é o do ex-presidente Michel Temer, embora sua eventual candidatura não seja consenso dentro do partido.

Em entrevista concedida na semana passada, Lula indicou que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), pode ter uma missão política em São Paulo. A declaração foi interpretada como um sinal de que a vaga de vice na chapa presidencial ainda está em aberto.

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