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Justiça Federal decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze e dono da Choquei

Decisão atende pedido da Polícia Federal e foi adotada após STJ conceder habeas corpus aos investigados

MC Poze do Rodo. MC Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira (Choquei) (Foto: Reprodução/Redes Sociais/ Reprodução (Redes Sociais) / Divulgação)

247 - A Justiça Federal em Santos (SP) determinou nesta quinta-feira (23) a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, além de outros investigados. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que apontou novos elementos no inquérito e risco de continuidade das atividades criminosas. As informações são do G1.

A medida foi adotada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos investigados. Com o avanço das apurações e a análise de provas reunidas, a PF avaliou que havia fundamentos para converter as prisões temporárias em preventivas.

De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em um esquema que envolve bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, "laranjas", criptomoedas e envio de recursos ao exterior.

Fundamentos da decisão

A Polícia Federal argumentou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, diante da gravidade dos fatos e do volume financeiro envolvido. Também foram citados riscos de interferência nas investigações, como destruição de provas e alinhamento de versões entre os investigados. Com a decisão, 36 pessoas tiveram as prisões convertidas em preventivas, enquanto outras três passaram a cumprir prisão domiciliar.

A investigação aponta que o grupo operava com uma estrutura organizada para lavagem de dinheiro, com funções distribuídas entre operadores financeiros, empresas de fachada e intermediários. Entre os métodos citados estão fracionamento de valores, uso de contas de passagem e transações com criptoativos.

Operação e investigação

Os investigados haviam sido presos temporariamente no último dia 15, durante uma operação da Polícia Federal. As apurações indicam que o esquema movimentava recursos de origem ilícita por meio de diferentes mecanismos para dificultar o rastreamento.

Segundo a decisão judicial, a investigação teve origem na análise de dados armazenados em nuvem, que permitiram identificar a estrutura da organização e suas conexões financeiras.

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