Jandira celebra libertação de Thiago Ávila: "nenhuma prisão arbitrária vai calar quem luta por direitos humanos"
Parlamentar celebra libertação do ativista brasileiro e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek após detenção ilegal em Israel
247 - A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) celebrou neste sábado (9) o anúncio da libertação do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek, que haviam sido sequestrados e detidos ilegalmente por forças israelenses durante uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. Os dois integravam uma flotilha humanitária interceptada no mar no fim de abril, quando tentavam levar ajuda ao povo palestino vítima do genocídio imposto por Israel.
Em publicação nas redes sociais, Jandira Feghali destacou o significado político e humanitário da ação e classificou a libertação como um desfecho importante para os ativistas. A parlamentar afirmou: "Hoje celebramos a libertação do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abukeshek, membros da flotilha humanitária que enfrentaram a violência e a ilegalidade de Israel para levar solidariedade ao povo palestino".
Na sequência, a deputada reforçou sua crítica às detenções ocorridas durante a missão. Segundo ela, "nenhuma prisão arbitrária vai calar quem luta por direitos humanos, paz e justiça", ao comentar o caso dos ativistas que permaneceram sob custódia israelense desde o fim de abril.
Jandira também relacionou a libertação ao contexto mais amplo do conflito na região e à atuação de movimentos de solidariedade internacional. Em sua declaração, afirmou que "seguiremos denunciando o bloqueio sionista cruel contra Gaza e defendendo a solidariedade internacional entre os povos", acrescentando ainda o apelo para que os libertados retornem com segurança a seus países de origem.
Sequestro no mar e detenção
Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram sequestrados em 29 de abril após a interceptação da embarcação em que viajavam, parte da Flotilha Global Sumud. A missão havia partido da Espanha em 12 de abril com o objetivo de romper o bloqueio à Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária.
O governo israelense alegou suspeitas contra os ativistas, enquanto ambos negaram as acusações. O caso também gerou reação diplomática dos governos do Brasil e da Espanha, que consideraram a detenção ilegal.
Segundo a ONG Adalah, os ativistas foram informados de que seriam libertados e permaneceriam sob custódia administrativa até a conclusão do processo de deportação. O Tribunal de Magistrados de Ashkelon havia mantido a detenção até 10 de maio, apesar das pressões internacionais.

