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Herói da causa palestina, Thiago Ávila chega ao Brasil após prisão ilegal em Israel (vídeo)

Família relata isolamento, tortura e ameaças durante prisão do ativista brasileiro

Thiago Ávila (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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247 - O ativista brasileiro pró-Palestina Thiago Ávila desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11), após ser deportado por Israel. Segundo o Metrópoles, o voo com o brasileiro pousou pouco depois das 17h, sob recepção de apoiadores e militantes que aguardavam no terminal.

Thiago Ávila estava detido desde 29 de abril ao lado do ativista espanhol Saif Abukeshek. Ambos integravam a flotilha Global Sumud, missão internacional que seguia rumo à Faixa de Gaza com ajuda humanitária destinada à população palestina, quando foram interceptados em águas internacionais por forças israelenses.

ONG denuncia violação do direito internacional

A deportação dos ativistas foi confirmada no domingo (10) pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel e pela organização de direitos humanos Adalah. Em nota, a ONG criticou a prisão e afirmou que a ação representa uma “flagrante violação do direito internacional”.

“O uso de detenção, interrogatório e tortura contra ativistas e defensores dos direitos humanos é uma tentativa inaceitável de suprimir a solidariedade global com os palestinos em Gaza”, declarou a entidade.

Família relata ameaças e isolamento

Segundo familiares, Thiago Ávila sofreu ameaças de morte e ouviu de autoridades israelenses que poderia permanecer preso por até 100 anos. A esposa do ativista, Lara Souza Ávila, afirmou que ele ficou em uma cela solitária sob luzes intensas durante 24 horas por dia. De acordo com ela, a situação provocou privação de sono e desorientação no brasileiro durante o período de detenção.

Flotilha levava ajuda humanitária para Gaza

A prisão ocorreu durante uma operação israelense contra a flotilha da Global Sumud. Segundo os organizadores, a missão reunia cerca de 22 embarcações e 175 ativistas internacionais que pretendiam levar ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza.

O governo de Israel afirma que a iniciativa possui ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), entidade sancionada pelos Estados Unidos sob acusação de apoiar o Hamas. Os organizadores da flotilha negam qualquer vínculo com grupos armados e sustentam que a missão tinha caráter exclusivamente humanitário.

Brasil e Espanha condenam prisão

Em nota conjunta, os governos do Brasil e da Espanha condenaram a detenção dos ativistas e defenderam o respeito ao direito internacional e às garantias humanitárias.

 

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