Grande parte do União Brasil vai apoiar a reeleição de Lula, diz Celso Sabino
Expulso da legenda após recusar deixar ministério, ex-ministro diz que partido caminha com o governo e projeta reeleição de Lula e candidatura ao Senado
247 - O ex-ministro do Turismo Celso Sabino afirmou que o União Brasil deverá apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições. Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, ele criticou a postura de sua antiga legenda, da qual foi expulso no fim do ano passado, e apontou sinais de aproximação do partido com o governo federal.
“Está tudo acontecendo como eu falei. O União Brasil vai apoiar Lula, pelo menos em grande parte. [Ronaldo] Caiado saiu do partido. Agora vêm a reeleição do presidente em primeiro turno e a minha como senador no Pará”, declarou Sabino ao Painel.
A saída do ex-ministro da sigla ocorreu após ele se recusar a deixar o comando do Ministério do Turismo, contrariando a diretriz do partido de romper com o governo. À época, a legenda havia orientado seus integrantes a se afastarem da administração federal.
Posteriormente, Sabino deixou o ministério por decisão do próprio presidente Lula. A mudança abriu espaço para acomodar o filho de um deputado federal do União Brasil, em um movimento interpretado como gesto de aproximação política.
Além desse episódio, há outros indícios de diálogo entre o União Brasil e o Palácio do Planalto. Os presidentes da legenda, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira — partidos que integram uma federação — mantêm conversas com o governo.
Outro movimento observado é a negociação para que o senador Rodrigo Pacheco (MG) se filie ao União Brasil e dispute o governo de Minas Gerais com apoio de Lula, o que reforça a sinalização de alinhamento político.
Atualmente deputado federal, Sabino está sem partido e pretende definir sua nova filiação até o início de abril, prazo necessário para concorrer ao Senado pelo Pará. Para ele, há simpatia interna na legenda em relação ao presidente. “O presidente Lula tem muitos braços no centrão. A maioria vai caminhar com ele”, afirmou.