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Cooperação entre Brasil e EUA contra o crime organizado será ampliada, afirma diretor da PF

Andrei Rodrigues diz que parceria internacional deve ganhar mais robustez após encontro entre Lula e Trump

Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante entrevista coletiva em Brasília (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 -A cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado deverá ser fortalecida nos próximos meses, segundo afirmou nesta segunda-feira (11) o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em entrevista à CNN Brasil, ele destacou que o governo brasileiro pretende ampliar a coordenação internacional para enfrentar organizações criminosas transnacionais.

A declaração foi dada poucos dias após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em território norte-americano. Na ocasião, Lula também defendeu a criação de um grupo de trabalho internacional voltado à discussão de estratégias de combate ao crime organizado.

Andrei Rodrigues ressaltou que a parceria já existente entre os dois países deve avançar a partir das novas articulações diplomáticas e institucionais.“Tenho absoluta confiança de que a cooperação existente vai ser ainda mais robustecida a partir desses próximos passos”, afirmou o diretor-geral da PF.

O governo federal deve apresentar ainda nesta semana o plano “Brasil contra o Crime Organizado”, iniciativa que reunirá ações de segurança pública e integração entre órgãos nacionais e internacionais. Segundo o presidente Lula, uma das prioridades da proposta será enfraquecer financeiramente as facções criminosas e estruturas ligadas ao crime organizado.

Nas redes sociais, Lula afirmou que o plano terá foco na asfixia econômica dessas organizações, estratégia considerada central pelo governo para reduzir a atuação das quadrilhas.

Durante a entrevista à CNN Brasil, Andrei também reforçou que o Brasil pretende ampliar mecanismos de cooperação com outros países, especialmente em ações de inteligência e combate a crimes transnacionais.

“O que há e sempre foi uma intenção, um projeto e uma proposta do governo brasileiro, é de que cada vez mais nós ampliemos a coordenação internacional”, declarou.

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