"Caiado tem mais chances de chegar no 2º turno", justifica Kassab
Ronaldo Caiado será o candidato do PSD à Presidência. Líder do partido defende alternativa à “família Bolsonaro” e à “família petista”
247 - O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato do partido à Presidência da República foi motivada pela avaliação de que ele possui mais chances de alcançar o segundo turno e vencer a disputa eleitoral. A declaração foi feita durante evento em São Paulo, no qual o dirigente destacou a estratégia da sigla de buscar competitividade diante do cenário político nacional.
Kassab ressaltou que a decisão teve caráter essencialmente eleitoral e negou que a candidatura de Caiado represente uma chamada “terceira via”, preferindo classificá-la como uma alternativa ao eleitorado brasileiro. Durante o evento Banco Safra Macro Day, o dirigente foi enfático ao defender o nome do governador goiano.
“A decisão foi por uma questão eleitoral, entendendo que Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar no segundo turno. E chegando no segundo turno, que precisa chegar no segundo turno para ganhar as eleições, ele vencerá as eleições”, afirmou Kassab.
O dirigente também elogiou outros nomes do partido que eram cogitados para a disputa, como o governador do Paraná, Ratinho Junior, que optou por não concorrer, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que acabou preterido. “Isso (escolher Caiado) não quer dizer que o Ratinho não teria sido um excelente candidato e um grande presidente da República. E da mesma maneira o Eduardo Leite, com a sua juventude, a sua vontade de acertar e, assim como o Ratinho, com a sua excelência e sua excelente gestão”, declarou Kassab.
Kassab também contextualizou a decisão do PSD ao analisar governos recentes. Segundo ele, embora haja avanços sociais reconhecidos no governo Lula (PT), existem críticas à condução econômica e a episódios envolvendo corrupção. Em relação ao governo Jair Bolsonaro (PL), o dirigente destacou falhas na condução da pandemia de Covid-19. “Os últimos governos, e tanto a família Bolsonaro, quanto a família petista, tiveram suas oportunidades. A gente quer que venha alguém que ainda não teve oportunidade, e foi muito bem-sucedido em todas as missões que teve na sua carreira”, afirmou.
Nos bastidores, a definição também foi influenciada por movimentos estratégicos regionais. Ratinho Junior desistiu da disputa após avaliar riscos ao seu futuro político no Paraná, especialmente diante de alianças adversárias. Já Caiado construiu um cenário mais favorável em Goiás, articulando a sucessão estadual com o vice-governador Daniel Vilela (MDB).
A pré-candidatura de Caiado foi oficializada em 14 de março, durante evento que marcou sua filiação ao PSD. A cerimônia contou com a presença de lideranças nacionais do partido e de aliados políticos, consolidando seu nome como aposta da sigla para a corrida presidencial de 2026.


