BTG/Nexus: governo Lula tem 45% de aprovação e 35% de 'ótimo ou bom'
Pesquisa BTG/Nexus mostra aprovação de 45% ao governo Lula e avaliação positiva de 35%, em meio a percepção negativa da economia
247 - A pesquisa BTG/Nexus mostra que o governo Lula (PT) tem 45% de aprovação e 35% de avaliação “ótimo ou bom”, enquanto a percepção econômica da população segue majoritariamente negativa, indicando um cenário de desafios na conjuntura atual. O levantamento revela ainda divisão na opinião pública e expectativas incertas sobre o futuro econômico do país.
Os dados constam em estudo realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com o BTG Pactual, que entrevistou 2.006 eleitores entre os dias 27 e 29 de março.
Segundo a pesquisa, 45% dos entrevistados aprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 51% desaprovam a gestão e 4% não souberam ou não responderam. Na avaliação qualitativa, 35% classificam o governo como “ótimo ou bom”, 21% como “regular” e 44% como “ruim ou péssimo”.
O diretor de pesquisa da Nexus, André Jácomo, destacou a relação entre aprovação e desempenho eleitoral. “Lula tem um saldo negativo de -6pp na sua taxa de aprovação. Como no 2º turno contra Flávio o petista tem 46% das intenções de voto, ele já está convertendo quase toda a sua taxa de aprovação. No entanto, seu potencial de voto é um pouco maior, está hoje em 50%. Significa dizer que ao menos 4% do eleitorado não aprova o Governo Federal, mas deixa aberta a porta para votar na reeleição do atual presidente.”
No campo econômico, o levantamento aponta um cenário de insatisfação predominante. Apenas 16% dos brasileiros avaliam a economia como “ótima ou boa”, enquanto 53% consideram a situação “ruim ou péssima”. Outros 46% classificam a própria situação financeira como regular, indicando percepção intermediária sobre as condições individuais.
Apesar da avaliação negativa do momento atual, há sinais mistos nas expectativas. Para os próximos seis meses, 31% dos entrevistados acreditam que a economia deve melhorar, enquanto 41% projetam piora e 21% esperam estabilidade.
Em relação à situação financeira pessoal, o otimismo é mais elevado: 42% dos entrevistados esperam melhora, 32% acreditam que permanecerá igual e 17% preveem piora.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07875/2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


