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Brasil lidera crescimento do tráfego aéreo na América Latina e Caribe em janeiro de 2026

País concentra 44% do crescimento regional e bate recorde no transporte internacional em janeiro de 2026

Brasil lidera crescimento do tráfego aéreo na América Latina e Caribe em janeiro de 2026 (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

247 - O Brasil iniciou o ano de 2026 como principal motor de expansão do transporte aéreo na América Latina e no Caribe, concentrando cerca de 44% do crescimento regional no número de passageiros em janeiro. O desempenho reforça a tendência de recuperação consistente do setor, com avanço tanto no mercado doméstico quanto nas rotas internacionais.

Ao todo, o país transportou 12,4 milhões de passageiros no mês, o que representa um aumento de 10,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado também consolida uma sequência de 17 meses consecutivos de crescimento no mercado doméstico, indicando forte demanda interna por transporte aéreo.

No segmento internacional, o desempenho foi igualmente expressivo. Pela primeira vez, o volume de passageiros superou a marca de 3 milhões em um único mês, evidenciando a retomada das viagens ao exterior e o fortalecimento das conexões com outros mercados.

No conjunto da América Latina e do Caribe, o tráfego aéreo atingiu 45,1 milhões de passageiros em janeiro, registrando alta de 6,2% em relação ao ano anterior. A capacidade das companhias aéreas, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK), cresceu 5,7%, enquanto a demanda, avaliada em passageiros-quilômetro transportados (RPK), avançou 6,4%, refletindo leve aumento no fator de ocupação das aeronaves.

Segundo o CEO da Alta, Peter Cerdá, “o ano começou com crescimento concentrado no tráfego doméstico e intrarregional, com destaque para o Brasil”.

Outros países da região também apresentaram desempenho positivo. Panamá e Argentina registraram expansão relevante, enquanto a Colômbia mostrou sinais de recuperação no mercado doméstico. Em contrapartida, mercados como Jamaica, Bolívia, Cuba e Chile iniciaram o ano com retração no volume de passageiros.

O transporte de cargas também apresentou crescimento moderado. Em janeiro, o volume internacional totalizou 307.410 toneladas, alta de 1,9% na comparação anual. A movimentação permaneceu concentrada nos principais mercados, com Colômbia, Brasil e México respondendo por cerca de 60% do total.

Em relação aos fluxos logísticos, 50,4% das cargas tiveram origem ou destino na América do Norte, enquanto a Europa respondeu por 23,8%. O principal corredor seguiu sendo a rota entre Colômbia e Estados Unidos, ainda que tenha registrado queda em relação ao mesmo período do ano anterior.

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