BNDES e Ministério do Meio Ambiente destinam R$ 210 milhões a projetos sustentáveis na Amazônia
Recursos do Fundo Amazônia vão fortalecer a bioeconomia, combater o desmatamento e beneficiar comunidades tradicionais em seis estados da região
247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciaram nesta terça-feira (12), em Manaus, a aprovação de R$ 210 milhões para iniciativas de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Os recursos, provenientes do Fundo Amazônia, serão divididos entre dois grandes programas voltados à preservação da floresta e ao fortalecimento das comunidades locais. As informações são do próprio BNDES, que coordena a gestão do fundo em parceria com o MMA.
Do total, R$ 60 milhões irão para o projeto Prospera na Floresta, que incentiva o turismo e o empreendedorismo sustentável, além de implementar Planos de Gestão Ambiental e Territorial (PGTA) em Terras Indígenas. Outros R$ 150 milhões serão aplicados no programa União com Municípios pela Redução de Desmatamento e Incêndios Florestais, que abrange 70 municípios prioritários para o combate à devastação em seis estados da Amazônia Legal.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o União com Municípios é uma ação estratégica para fortalecer a governança ambiental, prevenir e monitorar o desmatamento, além de avançar na regularização ambiental e fundiária. Já o Prospera na Floresta conecta “a conservação ambiental com o bem-estar das comunidades locais, buscando fortalecer a bioeconomia, a segurança alimentar e o empoderamento comunitário, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas”.
A ministra Marina Silva destacou que a liberação dos novos recursos só foi possível graças à expressiva redução do desmatamento nos últimos dois anos, com queda de 46% em 2024 na comparação com 2022, segundo dados do Prodes/Inpe. “O melhor indicador é o fato dos recursos estarem chegando a cada um de vocês”, disse, dirigindo-se a representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ressaltou que o fundo alia preservação ambiental e geração de renda. “Para manter a floresta em pé, temos que gerar emprego e renda para nossa população que vive no meio rural da Amazônia: extrativistas, quilombos indígenas, silvicultores, ribeirinhos e assim por diante.”
O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, afirmou que o fundo criou um “processo extremamente virtuoso”, ampliando a execução de políticas públicas, fortalecendo programas de bioeconomia e restauração florestal, conquistando apoio internacional e, principalmente, reduzindo o desmatamento.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia já financiou 139 projetos que beneficiaram mais de 260 mil pessoas, alcançando 161 Terras Indígenas e mais de 600 organizações comunitárias, consolidando-se como um dos principais instrumentos de preservação e desenvolvimento sustentável da região.
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