Via aberta para a América Latina
“No espírito do CICAL é possível ouvir ecos da convocatória ‘Movimentos da América Latina e Caribe, uni-vos’”
China e América Latina estão para além da rima no Centro de Intercâmbio Cultural China-América Latina, CICAL. Ponto de encontro garantido, que se apresenta como “um lugar para os amigos latino-americanos, um espaço para que os amigos chineses descubram a América Latina”.
Nesse ambiente de ‘fazimento’ da comunidade de futuro compartilhado, 10 livros da Biblioteca Básica Latino-Americana, organizada pela Fundação Darcy Ribeiro, foram entregues pelo presidente da Fundação, José Ronaldo Alves da Cunha, que segue por sete cidades e principais universidades do país dando a conhecer a tradução para o mandarim da obra de Darcy Ribeiro “O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil”.
O compromisso é parte da programação oficial do Ano Brasil-China de Cultura e Turismo, iniciativa dos presidentes Xi Jinping e Lula como reconhecimento de amizade, respeito mútuo e admiração.
Wang Lichao é diretor do Centro e vice-presidente da Associação do Patrimônio Cultural Imaterial de Pequim. O CICAL é a primeira organização não governamental chinesa dedicada à cultura e à cooperação comercial e econômica entre China e América Latina.
A ONG de interesse público, sem fins lucrativos, está localizada no distrito de Daxing, a cerca de 50 minutos de Pequim, considerando a Cidade Proibida como marco zero. A grande construção horizontal ocupa vasta área circundada pelo Parque da Rosa, famoso pela flora e pela fauna.
Tem capacidade para receber 500 pessoas, 80 quartos para hospedar visitantes, refeitório e estúdio de gravação de som e imagem. As instalações e refeições são franqueadas. O objetivo é promover a troca de ideias e de práticas em torno da construção do mundo em que todos ganham e do internacionalismo sem senhores.
No espírito do CICAL, é possível ouvir ecos da convocatória “Movimentos da América Latina e Caribe, uni-vos”. E vale lembrar que o CICAL também dispõe de campo de futebol semiprofissional. Dá para bater um bolão.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



