O grampo
A quem interessava?
Os diálogos da sessão secreta de ontem, na qual Toffoli se afastou (ou foi afastado) da relatoria do caso Master, publicados no Poder 360, causaram indignação e perplexidade entre os ministros do STF.
Primeiro, porque nunca antes uma sessão secreta tinha sido grampeada. E, como não havia mais ninguém na sala, a gravação só pôde ter sido feita por um dos dez presentes.
Depois, porque, segundo a colunista Mônica Bergamo, do UOL, um ministro afirmou ter sido um grampo seletivo, “coisa de moleque”, pois foram publicados somente trechos em que os colegas elogiaram a atuação de Toffoli.
A ser assim, se a maioria não viu suspeição dele mesmo depois de ler o relatório da PF em que ele aparece em conversas com o dono do Banco Master, por que ele renunciou à relatoria?
Embora Toffoli tenha negado o grampo, não há dúvida de que o maior interessado em mostrar publicamente sua inocência era ele próprio.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



