Brasil condena ataque dos EUA à Venezuela e faz reunião ministerial para providências na fronteira
O presidente Lula condenou o ataque por nota, chamando a ação de “inaceitável” e apontando a saída pelo diálogo
Na sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, Nicolás Maduro recebeu uma comissão da China no palácio Miraflores, coordenada pelo embaixador Lan Hu, que ratificou a intenção de estreitar relações de apoio diplomático, comercial e à nova ordem mundial. A cena da recepção e os votos de estreitamento nessa relação pode ter sido determinante para a decisão de Donald Trump atacar o país, nesta madrugada (03/2026), depondo o seu chefe de Estado e concretizando suas ameaças que vinham acontecendo desde agosto de 2025. Barcos que navegavam pelas águas do Caribe na região, eram alvos de abates que mataram mais de 100 pessoas acusadas de tráfico de cocaína, sem direito a investigações ou julgamento. Execução sumária. O ataque foi localizado no centro de Caracas e tanto Nicolás Maduro, quanto sua mulher, Cilia Flores, se encontram presos em Nova Iorque. O presidente Lula condenou o ataque por nota, chamando a ação de “inaceitável” e apontando a saída pelo diálogo.
O chanceler da Venezuela, Yan Gil, conversou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, nas primeiras horas da manhã. Vieira condenou a ação. Tanto ele quanto o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, não se encontram no Brasil. Estavam fora, desfrutando do recesso de final de ano. Uma reunião acontece agora, no Itamaraty, liderados pela ministra interina, Maria Laura Rocha, a fim de organizar providências mais urgentes para o momento, como um reforço na fronteira com aquele país. O ministro José Múcio participa virtualmente, pois é possível que haja necessidade de se ampliar a “operação acolhida”, em Roraima, por onde chegam os refugiados venezuelanos. Não há, até o momento, nenhuma nota ou comunicado no portal do Exército Brasileiro, para dar a conhecer sobre eventuais ações de deslocamento ou qualquer tipo de satisfação sobre ações na fronteira.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está a caminho do Brasil, interrompendo o recesso. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, não conseguiria chegar ao Brasil, hoje. Desse modo, acompanha tudo virtualmente e pelo telefone. No momento, recebendo ligações de várias partes do mundo. Sua preocupação, é a de que haja pacificação o mais rápido possível e tem se dedicado a isso. Estão presentes à reunião Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil, e o ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira. Confira a nota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
