2026: Ano Cultural Brasil-China será marcado por inovações na saúde e aproximações culturais
Em 2024, Brasil e China firmaram 37 acordos bilaterais de cooperação em diferentes temas, desde agricultura até tecnologia, sustentabilidade e cooperação
A vacina brasileira contra dengue é produzida no Brasil pelo Butantã, mas chegará aos braços dos brasileiros graças a uma parceria estratégica com uma empresa chinesa, Avichi, que tem uma capacidade de produção mais rápida que o Brasil. A penicilina, especialmente uma versão avançada desta, também chegará pelo SUS aos brasileiros por meio de uma transferência de tecnologia chinesa. Neste ano do Cavalo, o Brasil tem muito a celebrar a partir da parceria com a China. Foi isto que o ministro da saúde, Alexandre Padilha, enfatizou durante a comemoração prévia do Ano Novo Chinês, “Prelúdio do Festival da Primavera: O mundo assiste junto à noite de gala do China Media Group”, que ocorreu no dia 10 de fevereiro, no Museu Nacional (Brasília). Para assistir a fala do ministro, clique aqui: Ministro Padilha comemora o ano novo chinês com fala sobre projetos com a China para saúde
O Ano Novo Chinês ocorreu no dia 17 de fevereiro, porém o feriado oficial, conhecido como Festival da Primavera, dura até o dia 3 de março (ou seja, nove dias). As celebrações, todavia, irão durar por 40 dias. O China Media Group é conhecido por fazer uma grande celebração todos os anos, inclusive com a participação de famosos, como Jackie Chan. Veja parte da celebração aqui: 2026 Spring Festival Gala: A heartwarming celebration of humanity and cultural heritage
“A China e o Brasil, os maiores países em desenvolvimento do hemisfério oriental e ocidental, apesar da distância geográfica, sentem-se muito próximos em termos afetivos. Atualmente, sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado de ambos os países, as relações sino-brasileiras vivem sua melhor fase histórica” - embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. Veja a fala do embaixador aqui: Fala embaixador da China ano novo chinês
Na celebração, além da presença do ministro da saúde, Alexandre Padilha Padilha, também estiveram presentes a secretária do audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Oliveira Gonzaga, a Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, entre outras autoridades representantes do governo federal. A reitora da Universidade de Brasília, Rozana Naves, também participou. O ministro Padilha, entusiasmado, fez a fala mais longa, de 10 minutos, sobre todos os projetos do Ministério da Saúde com a China.
“Queria agradecer a toda parceria do China Media Group com o Ministério da Saúde na divulgação de informações no campo da saúde, no combate da desinformação, as fake news que ainda existem na área da saúde e que tanto afetam a saúde do povo brasileiro. “ Veja a fala inicial do ministro aqui: Fala inicial Padilha ano novo chinês
Já a representante do Ministério da Cultura, Joelma Oliveira Gonzaga, apresentou o Ano Cultural Brasil-China, “iniciativa acordada nos mais altos níveis políticos entre os dois países. Expressa a maturidade e densidade de uma parceria estratégica construída ao longo de décadas”. Ela explicou que haverá apresentações culturais, especialmente no âmbito do cinema, em parceria com o China Media Group, no Brasil todo. De acordo com o governo federal (Brasil e China fortalecem parceria e anunciam Ano da Cultura e do Turismo — Ministério do Turismo), o Ano Brasil-China se estende também ao turismo, pois objetiva também a criação de uma rota integrada de turismo entre os países do BRICS, além de parcerias para segmentos como turismo de esportes. Veja parte da fala de Joelma Oliveira aqui: Fala representante ministério da Cultura comemoração ano novo chinês
Em 2024, Brasil e China firmaram 37 acordos bilaterais de cooperação em diferentes temas, desde agricultura até tecnologia, sustentabilidade e cooperação na área educacional. A reitora da UnB, Rozana Naves, enfatizou em sua fala o lançamento do Centro Brasil-China de pesquisa em agricultura familiar, cujo acordo de cooperação também foi assinado em 2024. Este é um acordo firmado com a Universidade Agrícola da China, a maior e mais prestigiada da China neste tema.
Não por acaso, ainda no começo deste ano, no dia 27 de janeiro de 2026, foi organizado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Seminário Brasil-China: Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Mecanização Agrícola. Com a presença da ministra do ministério, Luciana Santos, e o embaixador da China, Zhu Qingqiao, o encontro passou por discussões sobre inovação no campo, especialmente sobre como a inovação pode impedir que os jovens saiam do campo. Houve a apresentação de empresas chinesas e brasileiras, sendo que a maior empresa chinesa focada em máquinas agrícolas é a YTO, “filho mais velho da China”, empresa fundada em 1955 junto à Revolução Chinesa. Todas as 16 apresentações das empresas chinesas enfatizaram como na China só existe agricultura familiar, portanto eles desenvolvem desde 1955 maquinário específico para tal, o que se diferencia da maioria das empresas brasileiras, acostumadas com o agronegócio.
O Ano do Cavalo de Fogo é um evento raro que acontece apenas a cada 60 anos. Para Jonathan H. X. Lee, professor de estudos asiáticos na Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, : "Quando o cavalo chega, o sucesso chega". (fonte aqui: Ano Novo Chinês 2026: o Ano do Cavalo de Fogo está de volta, pela primeira vez em 60 anos | National Geographic | National Geographic). O ministro Alexandre Padilha terminou sua fala na noite de gala do Media China Group dizendo que durante a pandemia vivemos momentos de negacionismo e xenofobia contra o povo chinês, mas que no ano do Cavalo estas pessoas não voltarão a governar o Brasil. Acredito que essa fala traga também uma mensagem importante a ser compartilhada sobre o Ano do Cavalo de Fogo e a importância de 2026 para o desenvolvimento do Brasil.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
