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Venezuela declara emergência após EUA atacarem o país

Governo venezuelano diz que ataques teriam atingido a capital Caracas e também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira

Fogo e fumaça são vistos em diversas regiões de Caracas (Foto: Frame de vídeo/ via Reuters)

247 - O governo da Venezuela anunciou na madrugada deste sábado (4) que decretou estado de emergência após denunciar uma ação militar atribuída aos Estados Unidos. Segundo as autoridades, o país teria sido alvo de uma ofensiva externa considerada grave, com registros de ataques em diferentes regiões estratégicas do território nacional. O governo venezuelano classificou os episódios como uma “agressão militar”. De acordo com um comunicado oficial, as ações teriam atingido a capital Caracas e também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As informações são do G1

Governo fala em agressão militar e decreta emergência

Na nota divulgada, o governo afirmou que a suposta ofensiva teria como objetivo assumir o controle das reservas de petróleo e minerais da Venezuela. O comunicado ressalta que os Estados Unidos “não terão sucesso” em tomar esses recursos, considerados estratégicos para o país.

Diante do cenário, uma autoridade venezuelana informou que todas as forças sociais e políticas foram convocadas a ativar planos de mobilização. A medida, segundo o governo, busca garantir a defesa da soberania nacional e a integridade territorial.

Ataques teriam atingido Caracas e estados estratégicos

As denúncias ganharam repercussão internacional após um repórter da emissora norte-americana CBS afirmar, na rede social X, que Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, teria ordenado ataques contra alvos dentro da Venezuela, incluindo instalações militares.

Leia a íntegra do comunicado do governo venezuelano sobre o ataque:

"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Esse ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.

O objetivo desse ataque não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do petróleo e dos minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação. Não o conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu Governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o próprio destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma “mudança de regime”, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores.

Desde 1811, a Venezuela enfrentou e venceu impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: “A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria”. Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e de nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.

O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular, militar e policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz apresentará as correspondentes denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e a responsabilização do governo dos Estados Unidos.

O presidente Nicolás Maduro determinou todos os planos de defesa nacional para serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrito apego ao previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação.

Nesse sentido, o presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada. O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.

Da mesma forma, ordenou o imediato deslocamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.

Em estrito apego ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante desta agressão imperial.

Como afirmou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías: “diante de qualquer circunstância, de novas dificuldades, do tamanho que forem, a resposta de todos e de todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.

Caracas, 3 de janeiro de 2026"

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