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Maduro denuncia projeto neocolonial dos EUA e reafirma soberania da Venezuela

Presidente critica ofensiva do imperialismo estadunidense e destaca força do povo venezuelano

Maduro e vice-presidentes setoriais (Foto: Correo del Orinoco )

247 - O presidente Nicolás Maduro afirmou nesta sexta-feira (26), que a Venezuela não aceitará qualquer tentativa externa de submissão política, econômica ou territorial, ao denunciar de forma contundente os planos de dominação neocolonial articulados a partir dos Estados Unidos. Em reunião do conselho de vice-presidentes setoriais, o chefe de Estado sustentou que tais investidas esbarram na realidade concreta de um país organizado, consciente e profundamente enraizado em sua soberania histórica.

A declaração foi divulgada pelo Correo del Orinoco, e ocorre em um contexto de permanentes pressões do governo dos Estados Unidos contra Caracas. Maduro classificou como ilusória a tentativa de impor ao país um modelo colonial destinado ao saque de suas riquezas naturais.“É impossível que setores do poder nos EUA possam fabricar uma realidade virtual e impor um modelo de dominação colonial e escravista à Venezuela de Bolívar para roubar seus recursos naturais”, afirmou.

Ao detalhar as razões que inviabilizam esse projeto neocolonial, o presidente ressaltou o papel central do povo venezuelano como sujeito político ativo e consciente. “Isso é impossível porque aqui existe um povo estabelecido no território, nas comunidades, nas universidades, nas fábricas e nos quartéis, e esse povo demonstrou capacidade suficiente para conduzir nosso país pelo caminho certo, em bom ritmo e com bom senso”, declarou, reforçando que a soberania nacional não é abstrata, mas construída cotidianamente pela sociedade.

Maduro também criticou de forma severa a estratégia do imperialismo estadunidense de fomentar instabilidade interna, por meio do financiamento de setores da oposição que, segundo ele, adotam métodos extremistas, radicais e violentos, além da tentativa de impor um governo paralelo. Mesmo diante dessas ameaças, o presidente reafirmou a continuidade do projeto político venezuelano. 

A Venezuela continuará em seu curso com seu plano, com sua liderança e com seu povo, alcançando grandes feitos nos próximos anos”, projetou.

No campo diplomático, o chefe de Estado deixou claro que a Venezuela não fecha as portas ao diálogo, desde que ele seja pautado pelo respeito à autodeterminação dos povos e pela superação de políticas intervencionistas fracassadas. 

Nossa mensagem é de paz, amor e compreensão. E se, nos Estados Unidos, alguém algum dia decidir, com base no respeito, dialogar e superar projetos fracassados de mais de 25 anos, sempre haverá um presidente aqui que represente seu povo para estender a mão e buscar caminhos para a paz, a cooperação e a prosperidade”, afirmou.Ao encerrar sua intervenção, Maduro enfatizou que o governo venezuelano mantém abertura ao diálogo político interno e dispõe de instrumentos legais e jurídicos para garantir a paz e a estabilidade do país. “O governo venezuelano permanece totalmente aberto ao diálogo com qualquer setor político para o bem-estar do país e da região. A Venezuela possui todos os instrumentos legais e jurídicos para defender seu direito à paz”, concluiu.

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