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Webinário debate vulnerabilidade digital em saúde e os rumos do SUS

Especialistas discutem desenvolvimento, inovação e soberania sanitária em encontro on-line promovido pela Fiocruz no dia 3 de março

SUS - Sistema Único de Saúde (Foto: Agência Brasil )

247 - A relação entre transformação digital, desenvolvimento nacional e acesso universal à saúde será o centro do webinário “Desenvolvimento, Tecnologias Digitais e o Risco da Vulnerabilidade em Saúde (Vulnerabilidade 4.0)”, marcado para 3 de março, das 10h às 12h. O evento, realizado de forma on-line, reunirá pesquisadores e autoridades para analisar como a incorporação de tecnologias digitais pode tanto ampliar direitos quanto aprofundar desigualdades no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa é da Rede e Grupo de Pesquisa “Desenvolvimento Sustentável, CT&I e CEIS” (GPCEIS/CEE-ENSP/Fiocruz), com coordenação do pesquisador Carlos Gadelha. O debate integra a série “Transformação Digital na Saúde Pública”, promovida pelo Centro de Estudos Estratégicos da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz, iniciada em julho de 2024 para discutir os impactos da revolução digital sobre a saúde coletiva.

O encontro contará com a participação de Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS); Helena Maria Martins Lastres, cocriadora e coordenadora da Rede de Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist/IE-UFRJ); Monica Felts de La Roca Soares, diretora científica do CNPq (DCTI/CNPq); e Naomar de Almeida Filho, professor titular de Epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA.

Entre os principais eixos de discussão estão as políticas públicas voltadas à universalização do acesso ao SUS, ao fortalecimento da produção e da inovação local, além das perspectivas da economia política de dados e da soberania nacional. Também estarão em pauta iniciativas em ciência, tecnologia e inovação com foco na soberania sanitária, bem como as potencialidades e os desafios da transformação tecnológica sob o olhar da saúde coletiva.

Para Carlos Gadelha, o debate é estratégico diante das mudanças em curso. “Esse debate é fundamental para a discussão sobre os efeitos da transformação digital, especialmente quanto às possibilidades de ampliar o acesso universal ou intensificar vulnerabilidades e exclusões sociais”, afirma.

A discussão busca aprofundar reflexões sobre os caminhos necessários para assegurar que o avanço das tecnologias digitais contribua para o desenvolvimento com equidade, fortalecendo o SUS e reduzindo riscos de exclusão em um cenário cada vez mais marcado pela centralidade dos dados e da inovação tecnológica.

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