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Saiba o que fazer se você tomou a vacina da dengue do Butantan

Aplicação da vacina foi interrompida preventivamente no SUS; saiba quando procurar atendimento médico e quais sintomas observar

Saiba o que fazer se você tomou a vacina da dengue do Butantan (Foto: Divulgação/Instituto Butantan )
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247 - Quem tomou a vacina contra a dengue do Instituto Butantan não precisa entrar em pânico nem procurar atendimento médico apenas por ter recebido o imunizante. A orientação foi reforçada por especialistas e pelo Ministério da Saúde após a suspensão temporária da aplicação da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS), anunciada nesta segunda-feira (8).

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a interrupção tem caráter preventivo e ocorreu após a notificação de eventos adversos graves registrados entre pessoas vacinadas. Até o momento, não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina, e uma investigação foi aberta para esclarecer as circunstâncias das ocorrências.

A análise será conduzida por equipes técnicas do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do próprio Instituto Butantan. Enquanto os dados são avaliados, estados e municípios foram orientados a suspender temporariamente a aplicação do imunizante.

O que fazer após receber a vacina

A principal recomendação para quem já foi vacinado é observar o próprio estado de saúde, especialmente durante os primeiros 21 dias após a aplicação da dose.

As autoridades de saúde orientam que a pessoa procure atendimento médico caso apresente sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa, vômitos repetidos, tontura, sonolência excessiva, sangramentos, desidratação ou piora rápida do quadro geral.

Ao chegar a uma unidade de saúde, o paciente deve informar que recebeu a vacina contra a dengue e indicar a data da imunização. A informação é considerada importante para a avaliação clínica e para o registro de possíveis eventos adversos.

Especialista afasta preocupação generalizada

A infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas, afirma que as pessoas vacinadas não precisam se alarmar diante da suspensão temporária.

“As reações mais frequentemente observadas incluem dor no local da aplicação, vermelhidão e febre baixa. Elas geralmente têm resolução espontânea em poucos dias. Caso o indivíduo apresente sintomas intensos ou persistentes, deve procurar avaliação médica”, explica.

De acordo com a médica, os efeitos mais comuns associados à vacinação costumam ser leves e passageiros, sem necessidade de intervenções específicas na maioria dos casos.

Por que a vacina foi suspensa

O Ministério da Saúde informou que foram registrados 42 eventos adversos entre aproximadamente 500 mil pessoas imunizadas com a vacina do Butantan.

Entre essas notificações, três casos chamaram a atenção das autoridades sanitárias: duas mortes e uma internação em unidade de terapia intensiva (UTI), da qual o paciente recebeu alta posteriormente.

Os episódios envolveram pessoas que apresentaram sintomas compatíveis com dengue grave dias após a vacinação. A investigação busca determinar se existe alguma relação entre os casos e o imunizante ou se os quadros foram provocados por infecção pelo vírus da dengue ou por outros fatores de saúde.

Investigação continua e vacinação segue suspensa

Segundo o Ministério da Saúde, a suspensão deve ser encarada como uma medida de precaução enquanto as análises são realizadas. A vacina não foi retirada definitivamente do programa de imunização e poderá voltar a ser aplicada após a conclusão da investigação.

As autoridades também reforçam que a interrupção temporária da vacinação não altera as recomendações para prevenção da dengue, que continuam centradas na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e na busca por atendimento médico diante de sinais de agravamento da doença.

Enquanto os órgãos de saúde apuram os casos registrados, a orientação oficial é manter a vigilância sobre sintomas suspeitos e acompanhar as atualizações divulgadas pelas autoridades sanitárias.