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Governo descarta ameaça ao Brasil após casos de hantavírus em navio

Ministério da Saúde informa que o País registrou oito casos em 2026 e descarta circulação da variante Andes

Alexandre Padilha (Foto: Walterson Rosa/MS)

247 - O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira (8) que o surto de hantavírus não representa risco direto para o Brasil. O País registrou oito casos de hantavirose apenas no ano de 2026, de acordo com levantamento feito pelo Metrópoles. No Paraná, autoridades confirmaram dois casos e outros 11 estão em investigação.

Já o governo federal afirmou que as ocorrências não têm relação com a situação internacional acompanhada pela OMS no navio de cruzeiro MV Hondius. A pasta disse que os casos investigados envolvem o genótipo Andes, variante associada a episódios raros de transmissão entre pessoas, registrados na Argentina e no Chile. Esse tipo do vírus não circula em território brasileiro.

Governo descarta circulação da variante Andes

Segundo a pasta, os casos analisados pela OMS envolvem o genótipo Andes, variante associada a episódios raros de transmissão entre pessoas registrados na Argentina e no Chile. O governo federal afirmou que esse tipo do vírus não circula em território brasileiro.

Em nota, o Ministério da Saúde declarou que “o Brasil não registra circulação do genótipo Andes e não há evidência de transmissão interpessoal no país”.

OMS monitora casos em navio de cruzeiro

O surto internacional foi relatado pela primeira vez em 2 de maio. A OMS acompanha a situação envolvendo passageiros do navio MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico.

A organização informou que não descarta a possibilidade de transmissão entre pessoas, embora considere esse tipo de disseminação raro no caso do hantavírus.

“Até 8 de maio, foram notificados no total oito casos, incluindo três mortes (uma taxa de letalidade de 38%). Seis casos foram confirmados por laboratório como infecções por hantavírus, todos identificados como causados pelo vírus Andes”, declarou a OMS em comunicado.

Risco global segue baixo, afirma entidade

A Organização Mundial da Saúde também avaliou o impacto do episódio para a população mundial. Segundo a entidade, o risco permanece reduzido fora do contexto específico do navio.

A OMS afirmou que “avalia o risco para a população mundial apresentado por este evento como baixo e continuará monitorando a situação epidemiológica e atualizando a avaliação do risco".

Em relação aos ocupantes da embarcação, a organização destacou que “o risco para os passageiros e a tripulação do navio é considerado moderado".

Casos seguem monitorados no Brasil

As autoridades sanitárias brasileiras continuam acompanhando os registros da doença no país, especialmente no Paraná, onde parte das ocorrências ainda está sob investigação.

O Ministério da Saúde reforçou que o cenário nacional permanece distinto do observado no surto internacional e mantém o monitoramento epidemiológico sobre os casos confirmados e suspeitos de hantavirose.

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