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Quem é o advogado e ex-professor de direito alvo de denúncia por estupro e violência psicológica

O rol de crimes imputados ao advogado é extenso e grave

Paulino nega as acusações (Foto: Reprodução)

247 - O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou, nesta terça-feira (24), uma denúncia formal contra o advogado e ex-professor de Direito Conrado Paulino da Rosa. O documento detalha uma série de crimes sexuais e abusos que teriam sido cometidos contra dez vítimas entre os anos de 2013 e 2025. Conforme informações publicadas originalmente pela CNN Brasil, o caso agora aguarda a análise do Poder Judiciário para que o acusado se torne réu no processo.

O rol de crimes imputados ao advogado é extenso e grave, incluindo estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado. A denúncia é o desdobramento de uma investigação minuciosa conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), iniciada em setembro do ano passado após uma denúncia anônima. Durante o inquérito, que durou três meses, os investigadores ouviram 18 mulheres e reuniram um conjunto probatório robusto, composto por perícias técnicas, exames clínicos e provas documentais.

Atualmente, Conrado Paulino da Rosa cumpre medidas cautelares e está sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica. O impacto das investigações também atingiu sua vida acadêmica: logo após o início do inquérito policial, o advogado foi desligado da FMP (Fundação Escola Superior do Ministério Público), instituição onde exercia a docência. Em nota oficial emitida na época, a FMP esclareceu que o desligamento ocorreu “em caráter administrativo, conforme previsto no regimento interno da FMP, sem a realização de juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos” à faculdade.

A defesa do acusado tem negado veementemente todas as infrações relatadas pelas vítimas. Em manifestações anteriores registradas durante a fase de indiciamento, os advogados de Conrado afirmaram que a prisão temporária aplicada no início do processo seria desproporcional. Em nota publicada nas redes sociais, a defesa salientou que “reafirma sua absoluta certeza na inocência de Conrado em relação aos fatos que lhe foram imputados”.