Sabesp e Comgás vão reconstruir casas após explosão no Jaguaré
Governo de São Paulo afirma que concessionárias vão arcar com reconstruções, indenizações e moradia temporária para famílias atingidas
247 - A Sabesp e a Comgás irão assumir os custos de reconstrução das casas destruídas pela explosão ocorrida no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, além de indenizações e assistência às famílias afetadas. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (13) pelo coronel Elson Moreira da Silva, designado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para coordenar a resposta emergencial do estado ao caso.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o governo paulista atua como mediador entre concessionárias, Defesa Civil e secretarias estaduais para acelerar o atendimento aos moradores atingidos. Durante coletiva realizada no local da explosão, o coronel afirmou que “a responsabilidade é das concessionárias” e garantiu que “todos vão ter sua moradia de volta”.
Silva explicou que cada família poderá decidir qual solução considera mais adequada. “Vai depender do que cada família entender como ideal para ela. O que é reconstrução, o que é realocação em outro local. Mas todos vão ter sua moradia de volta”, declarou.
Governo oferece imóveis e avalia aluguel social
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, informou que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) já reservou cerca de 40 imóveis para atender famílias que não conseguirem retornar rapidamente às suas casas.
“Não obrigatoriamente elas tenham que ficar num hotel durante um, dois ou três meses”, disse o secretário. Os apartamentos disponibilizados estão situados em empreendimentos da CDHU na região da Raposo Tavares e também no centro da capital paulista.
Além dos imóveis temporários, o governo avalia outras medidas de apoio habitacional, como aluguel social e concessão de cartas de crédito para moradores que tiveram os imóveis condenados pela Defesa Civil. “Nós vamos ofertar imóveis para que elas possam viver”, afirmou Branco.
Concessionárias prometem ressarcimento integral
A diretora de relacionamento institucional e sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza, reforçou que o auxílio emergencial de R$ 5 mil destinado às famílias não substitui indenizações ou obras de recuperação dos imóveis.
“Os R$ 5.000 não conversam com reforma, reconstrução e danos materiais”, afirmou. “Os R$ 5.000 são para que a pessoa tenha flexibilidade de tomar algumas decisões da sua vida corriqueira do dia a dia.”
Ela garantiu que Sabesp e Comgás irão assumir integralmente os prejuízos causados pela explosão. “Tanto Sabesp quanto Comgás farão o ressarcimento dos danos materiais e das reformas e reconstruções dos imóveis”, declarou.
Mais de 200 famílias já receberam auxílio
De acordo com Samanta Souza, até a manhã desta quarta-feira, 232 famílias já haviam sido cadastradas para receber o auxílio emergencial. Desse total, 84 moradores já tinham recebido os R$ 5 mil integrais, enquanto os demais deveriam receber depósitos complementares ao longo do dia.
As concessionárias também iniciaram obras emergenciais em imóveis classificados pela Defesa Civil com risco verde e amarelo. “Nós estamos aqui com mais de 50 equipes atuando nas reformas dos imóveis”, disse Souza.
Questionada sobre uma eventual divisão de responsabilidades financeiras entre Sabesp e Comgás, a representante da Sabesp evitou detalhar o assunto. “Não há discussão em relação a valores. Estamos conjuntamente resolvendo o problema das famílias”, afirmou.
Defesa Civil mantém imóveis interditados
As declarações ocorreram após uma reunião convocada pelo governador Tarcísio de Freitas com representantes das secretarias estaduais, concessionárias e órgãos envolvidos no atendimento às vítimas da explosão.
Segundo a Defesa Civil estadual, 105 residências foram vistoriadas desde terça-feira (12). Destas, 86 já foram liberadas para o retorno imediato dos moradores, 14 permanecem interditadas preventivamente para reparos estruturais e cinco foram condenadas, devendo ser demolidas.
O porta-voz da Defesa Civil, tenente Maxwel Souza, destacou que mesmo as casas liberadas apresentam danos materiais que precisarão ser reparados. “As casas que foram liberadas não significa que não têm danos”, afirmou. “TV quebrada, geladeira quebrada, sanca que caiu. Isso tudo vai ser recomposto e ressarcido.”
Explosão deixou um morto e três feridos
As equipes das concessionárias começaram a entrar nos imóveis logo após as vistorias estruturais para identificar prejuízos e iniciar os reparos emergenciais.
A explosão matou o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos. Outras três pessoas ficaram feridas, sendo que dois homens permanecem hospitalizados.



