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Reginaldo Lopes será testado pelo PT em Minas após desistência de Pacheco

A entrada do parlamentar nas pesquisas ocorre em um momento de maior visibilidade para seu mandato

Reginaldo Lopes (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
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247 - O deputado federal Reginaldo Lopes, autor da PEC que prevê o fim da escala 6×1, autorizou o PT a incluir seu nome em pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais, em meio à reorganização do partido para a disputa pelo Palácio da Liberdade.

As informações são do Metrópoles. A movimentação ocorre após o senador Rodrigo Pacheco, do PSD, oficializar na sexta-feira (29) a desistência de concorrer ao governo mineiro, abrindo espaço para que o PT avance na discussão sobre uma candidatura própria.

No mesmo dia, o PT de Minas Gerais aprovou uma resolução que permite a realização de prévias para definir o nome da legenda na eleição estadual. A decisão abriu caminho para a avaliação de alternativas internas e levou o partido a considerar o desempenho eleitoral de Reginaldo Lopes.

A entrada do parlamentar nas pesquisas ocorre em um momento de maior visibilidade para seu mandato. Reginaldo é o autor da PEC 6×1, proposta que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e que foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (28), por 472 votos favoráveis.

No dia da votação, o deputado afirmou ao Metrópoles que esperava alcançar “450 votos favoráveis” e que a matéria fosse promulgada “até 10 de julho”. A aprovação expressiva da proposta fortaleceu o nome do parlamentar dentro do partido e ampliou sua projeção nacional.

Além da PEC sobre jornada de trabalho, Reginaldo Lopes também atuou como relator da PEC da Reforma Tributária, outro tema de grande impacto no Congresso Nacional. A experiência em pautas econômicas e trabalhistas passou a ser considerada um ativo político em uma eventual disputa estadual.

Antes da nova articulação em torno de Reginaldo, outro nome cogitado pelo PT para a eleição em Minas era o da prefeita de Contagem, Marília Campos. Segundo o Metrópoles, ela resistiu à possibilidade de disputar o governo estadual e já teria recebido aval do presidente Lula para concorrer a uma vaga no Senado.

Marília Campos foi sondada no fim de 2025 por Gleisi Hoffmann, mas recusou a hipótese de disputar o governo mineiro. A avaliação atribuída à prefeita foi a de que uma eventual gestão em Minas exigiria “ajuste fiscal”, “contenção de gastos” e “arrocho sobre salários de servidores públicos”, cenário que, segundo ela, não teria sustentação política dentro do PT.

A prefeita de Contagem apoia o nome de Alexandre Kalil, do PDT, para o governo de Minas Gerais. O ex-prefeito de Belo Horizonte, no entanto, não reúne consenso dentro do PT, o que mantém aberta a discussão sobre o caminho que a legenda deverá seguir na eleição estadual.

Com a desistência de Pacheco, o partido passou a recalcular sua estratégia em Minas. A possibilidade de candidatura própria ganhou força, mas ainda dependerá do resultado das negociações internas, das prévias autorizadas pela direção estadual e da leitura das pesquisas que deverão medir a viabilidade dos nomes colocados à mesa.

A inclusão de Reginaldo Lopes nas sondagens indica que o PT busca testar um nome com atuação recente em pautas de forte apelo social e trabalhista. O resultado dessas pesquisas deve orientar os próximos passos da legenda na definição de sua estratégia para o Palácio da Liberdade.

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