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Justiça aceita denúncia contra suspeitos de estupro coletivo no Rio

Dois suspeitos já se encontram presos

Investigados são considerados foragidos; defesa de um dos citados nega crime (Foto: Reprodução)

247 - O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra quatro adultos investigados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na zona sul da capital fluminense. A informação foi divulgada após a decisão judicial que transformou os acusados em réus no processo criminal. Dois deles já se encontram presos.

Com a decisão, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, João Gabriel Xavier Bertho, de 19, Mattheus Verissimo Zoel Martins, também de 19, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18, passam oficialmente a responder à ação penal. A 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes expediu mandados de prisão preventiva contra o grupo.

A aceitação da denúncia marca o avanço do processo judicial, que agora seguirá com a fase de instrução. A prisão preventiva foi determinada com base nas investigações conduzidas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Segundo a polícia, o crime ocorreu no dia 31 de janeiro. A vítima teria sido atraída até um imóvel em Copacabana por seu ex-namorado, também de 17 anos. Conforme as apurações, enquanto ambos mantinham relação consensual, quatro homens maiores de idade entraram no quarto.

Crime ocorreu em imóvel na zona sul

As circunstâncias da entrada dos suspeitos no local e a dinâmica dos fatos são alvo de investigação. O caso gerou forte repercussão e mobilizou órgãos de proteção à infância e adolescência.

A Justiça determinou que os quatro acusados respondam pelo crime, com base na denúncia formalizada pelo Ministério Público.

Investigado é filho de subsecretário

Entre os denunciados está Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, identificado como filho de José Carlos Costa Simonin, que ocupa o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo do estado do Rio de Janeiro, chefiado por Cláudio Castro (PL).

O processo tramita na 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes, responsável por analisar casos envolvendo vítimas menores de idade.

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