Haddad critica Tarcísio por rejeitar fim da escala 6x1
Pré-candidato ao governo paulista afirmou que governador prioriza empresários ao defender manutenção da jornada semanal de 44 horas
247 - O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta quinta-feira (21) o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por sua posição contrária ao fim da escala de trabalho 6x1. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Nova Difusora.
Segundo informações divulgadas originalmente pela Agência Estado, Haddad associou a postura de Tarcísio à defesa dos interesses empresariais em detrimento dos trabalhadores de baixa renda. O tema ganhou destaque após o governador paulista defender a manutenção da jornada semanal de 44 horas.
“Há uma insatisfação com esse tipo de postura, de quem fala fino com o andar de cima e fala grosso com a população de baixa renda”, afirmou Haddad durante a entrevista. Em seguida, ele reforçou as críticas ao adversário político: “É uma pessoa que está sempre pensando no patrão, nunca está pensando no trabalhador.”
Debate sobre jornada de trabalho
A discussão sobre o fim da escala 6x1 tem sido uma das pautas defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio ao cenário político e eleitoral. A proposta prevê a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de duas folgas remuneradas aos trabalhadores.
Na última segunda-feira (18), Tarcísio de Freitas se posicionou publicamente contra a mudança. Durante discurso na abertura da 40ª edição da APAS Show, considerada a maior feira supermercadista do País, o governador afirmou que a alteração poderia gerar impactos negativos para as empresas.
A defesa da manutenção do atual modelo de jornada colocou o governador paulista no centro do debate sobre direitos trabalhistas e relações entre governo e setor produtivo.
Críticas ganham tom eleitoral
As declarações de Haddad ampliam a tensão política entre aliados do presidente Lula e o governador de São Paulo, que é apontado como uma das principais lideranças da direita no País. O embate em torno da escala 6x1 ocorre em um momento de fortalecimento das discussões sobre condições de trabalho e poder de compra da população.
A proposta de redução da jornada semanal vem sendo apresentada por setores ligados ao governo federal como uma medida voltada à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Já representantes empresariais demonstram preocupação com possíveis custos adicionais e impactos na produtividade.
O tema deve continuar no centro das discussões políticas nos próximos meses, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral e da polarização entre grupos políticos em São Paulo e no cenário nacional.
