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Correia liga desemprego baixo a avanço político de Lula

Deputado cita taxa de 5,8%, renda de R$ 3.732, informalidade em queda e defende fim da escala 6x1

Rogério Correia (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
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247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que a taxa de desemprego de 5,8%, o rendimento real habitual de R$ 3.732 e a queda da informalidade na PNAD Contínua Mensal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam um cenário favorável ao governo Lula e podem ter impacto na disputa presidencial.

"Bom para comemorar a taxa de 5,8% de desemprego no 1º trimestre no Brasil. É a menor de todo período histórico desde 2012. Com o Desenrola e aumento na média salarial dos trabalhadores e do salário mínimo no Brasil, é lutar pelo fim da 6x1 e pelo hexa e o tetra do Lula", escreveu o parlamentar.

A taxa de desocupação chegou a 5,8% no trimestre encerrado em abril. O índice representa 6,3 milhões de pessoas em busca de trabalho no período, 471 mil a mais que no trimestre encerrado em janeiro.

Mesmo com o aumento trimestral da desocupação, os dados mostram um mercado de trabalho ainda aquecido em comparação com períodos anteriores da série histórica. A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em março, com queda de 0,3% frente ao trimestre anterior, o que significa menos 338 mil trabalhadores.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a população ocupada avançou 1,1%, com acréscimo de 1,07 milhão de pessoas. O nível da ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,4% em abril de 2026.

O resultado representou queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando o nível da ocupação marcou 58,7%.

"Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível da ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica", comenta Adriana Beringuy. "Isso indica que mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada."

Entre os grupos de atividade, o segmento de Outros Serviços perdeu 162 mil postos no trimestre. Os demais grupos registraram estabilidade.

A PNAD Contínua também mostrou estabilidade em todas as posições na ocupação na comparação com o trimestre anterior. Entre os empregados do setor privado, 39,3 milhões tinham carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos, e 13,3 milhões atuavam sem carteira.

Entre os trabalhadores domésticos, 1,3 milhão tinha carteira assinada e 4,1 milhões trabalhavam sem carteira. O levantamento também apontou 26 milhões de trabalhadores por conta própria, 4,2 milhões de empregadores e 12,9 milhões de empregados no setor público.

Subutilização fica estável e informalidade cai

A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% e manteve estabilidade no trimestre. O índice reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e integrantes da força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada.

Em números absolutos, a subutilização alcançou 15,7 milhões de pessoas. Na comparação anual, a taxa ficou em 15,4%, com queda de 1,7 ponto percentual. O total de pessoas nessa condição recuou 11,1%, o que representa dois milhões a menos.

A população desalentada também ficou estável no trimestre, com 2,6 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo período de 2025, o número caiu 15,3%, uma redução de 464 mil pessoas.

O percentual de desalentados ficou em 2,3% e também manteve estabilidade no trimestre. Na comparação anual, o indicador recuou 0,4 ponto percentual, ante 2,7% no mesmo intervalo do ano anterior.

A taxa de informalidade caiu de 37,5%, ou 38,5 milhões de trabalhadores informais no trimestre encerrado em janeiro, para 37,2%, ou 38,1 milhões. No trimestre de fevereiro a abril de 2025, a informalidade atingia 38%, com 38,5 milhões de pessoas nessa condição.

O IBGE também registrou queda da população subocupada por insuficiência de horas, estimada em 4,2 milhões de pessoas. O número caiu 5,5% no trimestre, com menos 246 mil pessoas, e recuou 7,3% no ano, com menos 336 mil.

Pesquisa abrange 211 mil domicílios

A PNAD Contínua representa a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil. O levantamento visita 211 mil domicílios em 3.500 municípios a cada trimestre.

Cerca de dois mil entrevistadores participam da coleta, integrados a mais de 500 agências do IBGE em todo o país. O instituto adotou a coleta por telefone a partir de 17 de março de 2020 por causa da pandemia de Covid-19 e retomou entrevistas presenciais em julho de 2021.

O IBGE permite a confirmação da identidade dos entrevistadores pelo site Respondendo ao IBGE ou pela Central de Atendimento, no número 0800 721 8181. O informante pode conferir matrícula, RG ou CPF do entrevistador.

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