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“Bairros estão ilhados em Juiz de Fora”, alerta Margarida Salomão após chuvas históricas

A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, enfrenta uma das maiores tragédias climáticas de sua história

Margarida Salomão (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

247 - A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, enfrenta uma das maiores tragédias climáticas de sua história após dias consecutivos de chuva intensa. A prefeita Margarida Salomão (PT) decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24), diante do agravamento das enchentes, deslizamentos e do isolamento de diversos bairros. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

Segundo balanço oficial da prefeitura, o município já contabiliza ao menos 14 mortes e cerca de 20 ocorrências de soterramento relacionadas às chuvas. O volume acumulado chegou a 584 milímetros apenas em fevereiro, tornando o mês o mais chuvoso já registrado na cidade.

Em pronunciamento, a prefeita descreveu o cenário crítico enfrentado pelos moradores e equipes de resgate. “Estamos buscando salvar a vida de todo mundo que está nessa pressão duríssima. Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade. É uma situação extrema que permite medidas extremas.”

O decreto municipal estabelece situação excepcional por 180 dias, permitindo a adoção de ações emergenciais para assistência às vítimas, mobilização de recursos e reforço das operações de socorro.

Rio Paraibuna transborda e amplia emergências

O principal fator de agravamento foi o transbordamento do Rio Paraibuna, que saiu da calha após o elevado volume de chuva, provocando alagamentos em áreas urbanas e interrupções no trânsito.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, mais de 40 chamados emergenciais foram registrados em poucas horas, envolvendo inundações, bloqueios de vias, deslizamentos de terra e moradores isolados em regiões de risco.

Equipes especializadas do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres foram mobilizadas, incluindo militares, cães de busca e equipamentos de salvamento. As ações concentram-se na localização de possíveis vítimas e na retirada preventiva de famílias que vivem em encostas ou áreas próximas ao leito do rio.

Aulas suspensas e orientação à população

Diante do cenário crítico, a prefeitura determinou a suspensão das aulas na rede municipal nesta terça-feira (24). A medida foi adotada em razão das dificuldades de deslocamento e do risco à segurança de estudantes, professores e trabalhadores da educação.

As autoridades municipais orientam que a população permaneça em casa e evite circular pela cidade, exceto em situações de necessidade. Moradores de áreas suscetíveis a deslizamentos devem deixar imediatamente o local ao perceber qualquer sinal de movimentação do solo.

Apelo da prefeita e alerta meteorológico

Em novo pronunciamento, Margarida Salomão reforçou que o foco das equipes é preservar vidas. “Nós aqui estamos, nessa madrugada, nos desdobrando para socorrer as pessoas, para garantir a sua segurança, para salvar suas vidas. Que Deus nos proteja e a gente possa superar esse momento muito difícil”.

Organismos meteorológicos, entre eles o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), mantêm alertas de grande perigo para a região, com previsão de novas chuvas intensas e rajadas de vento, o que pode agravar ainda mais a situação nos próximos dias.

O município segue em estado de atenção máxima, enquanto equipes de emergência trabalham continuamente para reduzir danos, prestar assistência humanitária e restabelecer a normalidade em áreas atingidas.

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