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Petrobras amplia participação no campo de Argonauta

Negócio com Shell, ONGC e Brava envolve R$ 700 milhões e US$ 150 milhões

Visão aérea de uma plataforma da Petrobras na Bacia de Campos, a P-52 REUTERS/Bruno Domingos (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

247 - A Petrobras concluiu um acordo para adquirir 100% de uma área delimitada do campo de Argonauta, na Bacia de Campos, ampliando sua participação na jazida compartilhada de Jubarte para 98,11%. A operação envolve pagamento total de R$ 700 milhões e US$ 150 milhões, reforçando a presença da estatal no pré-sal brasileiro.

Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico nesta segunda-feira (27), a negociação foi firmada com Shell, ONGC e Brava Energia, que detinham participação na área. A transação também encerra tratativas anteriores sobre individualização da produção entre as empresas envolvidas.

Detalhes financeiros e pagamento parcelado

O valor da aquisição será quitado em três etapas. No fechamento do negócio, a Petrobras desembolsará R$ 100 milhões. Uma segunda parcela de R$ 600 milhões está prevista para 15 de janeiro de 2027, ou na data de conclusão da operação, caso ocorra posteriormente. Já os US$ 150 milhões restantes serão pagos dois anos após o fechamento.

Os valores ainda poderão sofrer ajustes, conforme previsto em contrato.

Impacto na participação e gestão do ativo

A área adquirida representa 0,86% da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, vinculada ao Acordo de Individualização da Produção (AIP), em vigor desde 1º de agosto de 2025. Com a operação concluída, a União, por meio da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), manterá 1,89% de participação referente à extensão da jazida em áreas não contratadas.

Em comunicado, a Petrobras destacou que “a aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, simplifica a gestão do ativo e está em consonância com o plano de negócios da Petrobras, fortalecendo nossa atuação na Bacia de Campos e maximizando valor com foco em ativos rentáveis”.

Com o acordo, ficam encerradas negociações anteriores envolvendo Petrobras, Shell, ONGC e Brava relacionadas à equalização e à individualização de produção da jazida. A conclusão definitiva da operação depende do cumprimento de condições previstas, incluindo aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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