AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > Negócios

Cosan avalia abrir capital da Compass para reduzir dívida

Empresa retoma plano de IPO da subsidiária em meio à pressão por liquidez e ao aumento do endividamento na Raízen, segundo a Bloomberg

Logotipo da Cosan (Foto: Divulgação)

247 - A Cosan informou ao mercado que estuda realizar uma oferta pública inicial (IPO) de sua subsidiária Compass, retomando um plano que havia sido suspenso anteriormente. As informações foram divulgadas pela Bloomberg.

A companhia já havia estruturado uma abertura de capital da Compass em 2020, mas decidiu cancelar a operação diante da deterioração das condições de mercado naquele momento. À época, a oferta chegou a ser estimada em cerca de 5 bilhões de reais (US$ 964 milhões).

A nova avaliação sobre a listagem ocorre em um contexto de reestruturação financeira do grupo. A Cosan tem buscado vender ativos e reforçar o caixa após receber novo capital no ano passado. A estratégia também mira a redução do endividamento consolidado.

Um dos focos de atenção do mercado está na situação da Raízen, produtora de açúcar e etanol e um dos principais negócios do grupo. A empresa, formada em parceria com a Shell Plc, vem buscando aporte de capital há meses e teve recentemente sua classificação de crédito rebaixada para grau especulativo, aumentando a pressão por liquidez dentro do conglomerado.

Para analistas, esse cenário pode alterar o equilíbrio de forças em uma eventual negociação. “O mercado sabe que eles precisam vender, então muitas pessoas acabam olhando para isso acreditando que o preço pode estar baixo”, afirmou Fernando Siqueira, chefe de pesquisa da Eleven Financial.

A avaliação do ativo também é vista com cautela por gestores. Marcos Peixoto, da XP Asset, no Rio de Janeiro, relembrou a tentativa anterior de abertura de capital. Segundo ele, na ocasião, a precificação “foi surreal e precificou um crescimento excessivo”.

O gestor ponderou, no entanto, que a atratividade da Compass dependerá das condições oferecidas ao mercado. “Precisamos ver o que eles vão querer agora. Mas é um ativo que, pelo preço certo, seria vendido facilmente”, acrescentou.