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Trump receberá Lula para discutir economia e segurança, confirma Casa Branca

Encontro em Washington deve tratar de tarifas, segurança e da relação bilateral após meses de tensão entre Brasil e Estados Unidos

Kuala Lampur, Malásia - 26/10/2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático-ASEAN (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá como pautas centrais temas econômicos e de segurança compartilhados pelos dois países, informou uma autoridade da Casa Branca à Associated Press, sob condição de anonimato.

Prevista para esta quinta-feira (7), em Washington, a reunião ocorre em um momento de tentativa de reaproximação entre Brasília e Washington após meses de atritos diplomáticos e comerciais. Segundo a AP, a relação entre Lula e Trump tem oscilado desde o retorno do republicano ao poder nos Estados Unidos.

Um dos principais pontos de tensão entre os dois governos foi a decisão da administração Trump de impor tarifas elevadas a produtos brasileiros. Em julho, Washington aplicou uma taxa de 40% sobre itens do Brasil, além de uma elevação anterior de 10%. Trump justificou a medida ao afirmar que políticas brasileiras e o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro representavam uma emergência econômica.

O governo Trump também pressionou autoridades brasileiras em relação à acusação contra Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma trama para permanecer no poder após a derrota para Lula nas eleições de 2022. A AP compara o caso às acusações enfrentadas pelo próprio Trump após a invasão do Capitólio, em 2021, quando apoiadores do republicano tentaram impedir a confirmação da vitória do democrata Joe Biden.

Apesar dos atritos, Trump posteriormente flexibilizou parte das tarifas sobre o Brasil dentro de uma estratégia voltada à redução de custos para consumidores norte-americanos. A distensão entre os dois presidentes começou a ganhar força durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, e avançou com uma reunião privada na Malásia, em outubro, seguida por conversas telefônicas.

Outro episódio citado pela agência foi a defesa feita por Lula ao papa Leão XIV no mês passado, durante uma troca de críticas entre o pontífice e Trump a respeito da guerra no Irã. 

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