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Países condenam Israel por abordagem a flotilha humanitária

Grupo de 13 países afirma que ação israelense contra flotilha rumo a Gaza violou o direito internacional

Said Abu Keshek e Thiago Ávila (Foto: Lautaro Rivara/Flotilha Global Sumud)

247 - Uma coalizão formada por 13 países condenou a ação militar de Israel contra a Global Sumud Flotilla, iniciativa civil que tenta levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, e afirmou que a abordagem representou uma violação do direito internacional.

Em declaração conjunta, os chanceleres de Turquia, Bangladesh, Brasil, Colômbia, Indonésia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, África do Sul e Espanha criticaram a interceptação da flotilha e a detenção de ativistas que participavam da missão humanitária. Os ativistas Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, palestino-espanhol, continuam presos e submetidos a maus-tratos em Israel. 

Segundo a Al Jazeera, o grupo classificou a iniciativa como pacífica e voltada a chamar atenção para a catástrofe humanitária em Gaza.

A declaração conjunta assinala que os países signatários “condenam nos termos mais fortes o ataque israelense” contra a flotilha, uma “iniciativa civil pacífica” destinada a evidenciar a “catástrofe humanitária” no território palestino.

O documento também aponta que a ação de 30 de abril, ocorrida em águas internacionais ao largo da costa da Grécia, configurou uma “violação flagrante” do direito internacional e das convenções marítimas. Os governos signatários afirmam que os ativistas foram interceptados e levados pelas forças israelenses durante a tentativa de transportar ajuda a Gaza.

“A detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constitui uma grave violação do direito internacional humanitário”, disseram os ministros no comunicado.

O grupo manifestou preocupação com a segurança dos ativistas que permanecem sob custódia e cobrou das autoridades israelenses sua “libertação imediata e incondicional”.

Além da exigência pela soltura dos detidos, os 13 países pediram que a comunidade internacional cumpra suas “obrigações morais e legais” para defender o direito internacional, proteger civis e garantir a responsabilização pelas violações denunciadas.

A manifestação ocorre em meio ao agravamento da crise humanitária em Gaza e amplia a pressão diplomática sobre Israel diante das ações contra iniciativas civis que buscam levar assistência à população palestina.

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