Israel realiza mais de 1,6 mil ataques contra a Cisjordânia em abril
Palestinos afirmam que tropas e colonos realizaram ataques, demolições, roubos e bloqueios no mês passado
247 - A Cisjordânia registrou mais de 1,6 mil ataques israelenses em abril, segundo um órgão palestino que afirma que tropas e colonos realizaram ataques, demolições, roubos e bloqueios em diferentes áreas do território ocupado. As províncias de Nablus, Ramallah e Belém concentraram a maior parte das ocorrências apontadas no levantamento.
As informações foram divulgadas pela Prensa Latina, com base em relatório mensal sobre “Violações das Medidas de Ocupação e Expansão Colonial” apresentado por Muayyad Shaaban, chefe da Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos. De acordo com o documento, tropas israelenses realizaram 1.097 ataques no período, enquanto colonos foram responsáveis pelo restante das ações registradas.
Nablus foi a província mais atingida, com 402 ataques, seguida por Ramallah, com 312, e Belém, com 172. O levantamento aponta uma ampliação das ações contra palestinos na Cisjordânia, em meio à continuidade da ocupação e da política de assentamentos no território.
Segundo Shaaban, as violações incluem demolição de estruturas, confisco de propriedades, vandalismo, bloqueios e obstáculos à circulação de pessoas, assassinatos, agressões físicas e roubos. O dirigente palestino alertou que os episódios não devem ser tratados como casos isolados.
“Essas violações confirmam que não se tratam de incidentes isolados, mas sim de uma metodologia organizada com o objetivo de expulsar os proprietários das terras e impor um sistema colonial racista abrangente”, afirmou Shaaban.
O chefe da Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos também denunciou o avanço dos ataques cometidos por colonos judeus. Segundo ele, essas ações têm como objetivo “criar um ambiente coercitivo e hostil”.
De acordo com dados oficiais citados no relatório, mais de 750 mil colonos judeus vivem atualmente na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Eles estão distribuídos por cerca de 180 assentamentos e 256 postos avançados.
A política de expansão dos assentamentos é rejeitada pela comunidade internacional, que considera a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, parte do futuro Estado palestino.


