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Após atacar o papa, Trump publica imagem gerada por IA em que aparece ao lado de Jesus

Publicação na rede Truth Social amplia tensão com o Vaticano e ocorre dois dias após mandatário divulgar imagem em que é retratado como Jesus Cristo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega à Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 12 de abril de 2026 (Foto: REUTERS/Annabelle Gordon TPX IMAGES OF THE DAY)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou, nesta quarta-feira (15), uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece ao lado de Jesus. A postagem ocorre dois dias após o mandatário divulgar outra montagem, posteriormente apagada, em que associava sua imagem à representação religiosa e em meio a polêmicas decorrentes dos ataques proferidos por ele ao Papa Leão XIV. As informações são da agência Reuters.

Ao repostar a imagem ao lado de Jesus na rede Truth Social, Trump disse que “os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho isso muito bom!!!”. Eleitores cristãos são parte relevante da base política de Trump. O presidente, que não frequenta a igreja regularmente, obteve ampla maioria entre esse grupo nas eleições de 2024, incluindo entre católicos.

Trump publica imagem gerada por IA em que aparece ao lado de Jesus
Trump publica imagem gerada por IA em que aparece ao lado de Jesus(Photo: Reprodução / Truth Social / @realDonaldTrump)Reprodução / Truth Social / @realDonaldTrump


Ataques ao Papa

O presidente dos EUA tem contestado posições do pontífice sobre o conflito iniciado após as agressões estadunidenses e de Israel ao Irã. Na terça-feira (14), Trump voltou a mencionar o religioso em uma publicação.

O vice-presidente JD Vance também comentou o tema em discurso na Universidade da Geórgia. Ele criticou declarações do papa e disse que “é muito, muito importante que o papa tenha cuidado ao falar sobre questões de teologia”.

Em resposta a críticas anteriores, o papa Leão afirmou que não teme o governo Trump e que continuará se posicionando. Em discurso na segunda-feira (13), em Argel, ele criticou potências que classificou como “neocolonial”, sem citar países.

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