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Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morre aos 100 anos

Economista liderou o banco central dos EUA por quase duas décadas e marcou a política monetária sob quatro presidentes

Alan Greenspan (Foto: REUTERS/Yuri Gripas)
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247 - Alan Greenspan, um dos economistas mais influentes da história recente dos Estados Unidos e ex-presidente do Federal Reserve (Fed), morreu aos 100 anos em decorrência de complicações relacionadas à doença de Parkinson. A informação foi divulgada por sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell.

Greenspan comandou o banco central norte-americano durante quase 19 anos, entre agosto de 1987 e janeiro de 2006, atravessando diferentes ciclos econômicos e exercendo forte influência sobre a política monetária do país. Ao longo de sua gestão, trabalhou sob quatro presidentes dos Estados Unidos e permaneceu no cargo por cinco mandatos consecutivos.

Nascido em Nova York em 6 de março de 1926, Greenspan tornou-se uma das figuras mais conhecidas da economia global. Sua trajetória à frente do Federal Reserve foi marcada por decisões que ajudaram a moldar o desempenho da maior economia do mundo em períodos de crescimento, crises e transformações dos mercados financeiros.

Em homenagem ao economista, Andrea Mitchell destacou seu legado profissional e pessoal. “Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, afirmou.

A jornalista também relembrou aspectos da vida pessoal do ex-presidente do Fed e a relação que manteve com ele ao longo de quase três décadas de casamento. “Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Ele tinha uma ‘exuberância irracional’ por beisebol, pelo Washington Commanders, tênis, golfe e música, especialmente jazz”, declarou.

Em sua mensagem, Mitchell ressaltou ainda características que, segundo ela, marcaram a personalidade de Greenspan. “Ele será lembrado por sua genialidade e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a alegria da minha vida.”

Ao longo de sua carreira, Greenspan consolidou sua reputação como uma das principais autoridades econômicas dos Estados Unidos, tornando-se referência em debates sobre juros, inflação e crescimento econômico. Sua passagem pelo Federal Reserve deixou marcas duradouras na condução da política monetária americana e na forma como os bancos centrais passaram a se comunicar com os mercados e a sociedade.

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