Terremoto no Chile provoca tremores em São Paulo
Diversos moradores da capital paulista relataram tremores no início da noite.
247 - Um terremoto no Chile provocou tremores em São Paulo e foi sentido por moradores da capital paulista na noite desta segunda-feira (25), após um sismo de magnitude 6,9 atingir a região Norte do país sul-americano. Os relatos se concentraram principalmente na zona Oeste da cidade, segundo registros reunidos por órgãos de monitoramento sísmico.
As informações são da CNN Brasil. A RSBR (Rede Sismográfica Brasileira) confirmou que o tremor registrado no Chile teve reflexos na cidade de São Paulo. O abalo ocorreu no início da noite e também foi identificado pelo USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos).
De acordo com a Rede Sismográfica Brasileira, o terremoto no Chile foi registrado às 18h52, a uma profundidade de 101,3 quilômetros. Apesar da distância entre o epicentro e o território brasileiro, o fenômeno pôde ser percebido por moradores paulistanos devido às características geológicas da cidade de São Paulo.
No painel do Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo), diversos moradores da capital paulista relataram tremores no início da noite. Os registros partiram principalmente de bairros da zona Oeste, mas também houve menções em outras regiões da Grande São Paulo.
Nas redes sociais, usuários relataram ter sentido o tremor em apartamentos e condomínios. Entre os relatos publicados estavam frases como: “Tremor, alguma coisa forte aqui na região do Rudge Ramos em SBC...”, “Meus vizinhos falaram no grupo que sentiram forte o tremor...” e “Acabei de sentir um tremor no meu apartamento”.
O Corpo de Bombeiros informou que não registrou ocorrências relacionadas ao tremor. Até o momento, também não há registro de feridos ou danos materiais decorrentes do terremoto no Chile ou dos reflexos sentidos em São Paulo.
Segundo a RSBR, sismos que ocorrem na Cordilheira dos Andes podem ser sentidos em São Paulo, dependendo da magnitude, da profundidade e das condições de propagação das ondas sísmicas. No caso desta segunda-feira, a intensidade do terremoto e a profundidade do evento contribuíram para que os efeitos fossem percebidos a longa distância.
A explicação técnica está relacionada ao fato de São Paulo estar localizada sobre uma bacia sedimentar. Esse tipo de formação geológica pode amplificar as ondas sísmicas, fazendo com que tremores distantes sejam percebidos por moradores, sobretudo em edifícios mais altos.
Mesmo com os relatos de moradores, a Rede Sismográfica Brasileira destacou que é “muito pouco provável que esse sismo tenha causado algum dano estrutural na cidade de São Paulo”. A avaliação reforça que o fenômeno foi perceptível, mas não representou, segundo os dados disponíveis, risco relevante à estrutura dos imóveis.
O terremoto ocorreu em uma região do Chile historicamente sujeita a abalos sísmicos. O país está situado em uma área de intensa atividade tectônica, na zona de contato entre placas geológicas, o que torna frequente a ocorrência de terremotos de diferentes magnitudes.
No Brasil, tremores sentidos a partir de sismos registrados nos Andes não são comuns no cotidiano da população, mas podem ocorrer em determinadas condições. A combinação entre magnitude elevada, profundidade do abalo e características do solo pode fazer com que ondas sísmicas atravessem grandes distâncias e sejam percebidas em centros urbanos brasileiros.
Em São Paulo, os relatos chamaram a atenção principalmente por terem ocorrido de forma quase simultânea em diferentes pontos da cidade. A concentração de registros no painel da USP ajudou a confirmar que a percepção dos moradores estava relacionada ao terremoto registrado no Chile.
Até a atualização mais recente das informações, não havia indicação de danos no Chile associados ao terremoto de magnitude 6,9 mencionado pela RSBR e pelo USGS. As autoridades e órgãos de monitoramento seguem acompanhando os dados sísmicos relacionados ao evento.
