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Ministro destaca ações contra El Niño e avanços ambientais

Capobianco fez pronunciamento em alusão ao Dia do Meio Ambiente

Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco (Foto: Diego Campos/Secom-PR)
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247 - O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta sexta-feira (5) que o governo federal retomou uma visão estratégica do meio ambiente como motor do desenvolvimento econômico do país. Em pronunciamento em rede nacional alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, ele apresentou resultados de políticas ambientais implementadas nos últimos anos e alertou para os desafios climáticos previstos para 2026.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o ministro destacou que a previsão de um novo episódio do fenômeno El Niño neste ano elevou o nível de atenção das autoridades em relação ao risco de incêndios florestais e queimadas em diferentes regiões do país.

“Neste ano, diante da previsão de um novo El Niño, reforçamos o monitoramento e colocamos em campo o maior contingente de brigadistas da nossa história. Aumentamos o número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate e apoiamos em mais de meio bilhão de reais os corpos de Bombeiros dos estados onde há mais incêndios florestais”, destacou Capobianco.

Durante o pronunciamento, o ministro afirmou que o governo tem buscado conciliar crescimento econômico, geração de empregos e preservação ambiental. Entre os resultados apresentados, ele citou a redução dos índices de desmatamento em importantes biomas brasileiros.

Na Amazônia, segundo Capobianco, o desmatamento foi reduzido pela metade nos últimos três anos. No Cerrado, a queda registrada foi de 32%, enquanto no Pantanal a redução chegou a 65%.

O ministro também ressaltou a ampliação das áreas protegidas por meio da criação de mais de dez novas unidades de conservação, além do reconhecimento de terras indígenas e territórios quilombolas.

“Somadas, elas equivalem em torno de 5 milhões de campos de futebol, desses em que veremos nossa seleção jogar durante a Copa do Mundo que se aproxima. Ao proteger nossos biomas, salvamos a biodiversidade e evitamos lançar na atmosfera milhões de toneladas de gases de efeito estufa”.

Outro ponto destacado foi a retomada do protagonismo brasileiro na agenda da transição energética. De acordo com Capobianco, o governo tem incentivado a substituição de combustíveis fósseis por alternativas menos poluentes, como biocombustíveis e eletrificação da mobilidade.

O ministro afirmou ainda que foram criados mecanismos de incentivo para a renovação das frotas privadas e do transporte público, com foco na redução das emissões de carbono e no fortalecimento de uma economia de baixo impacto ambiental.

Ao comentar os resultados obtidos, Capobianco atribuiu os avanços à cooperação entre diferentes esferas de governo e à recuperação da capacidade institucional dos órgãos ambientais.

“Esses resultados são fruto de um amplo trabalho de cooperação entre o governo do Brasil, os estados e municípios e a sociedade civil. Eles só foram possíveis porque voltamos a investir em ciência, em monitoramento, e a fortalecer instituições importantíssimas, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que foram alvo de tentativas de desmonte em anos anteriores”, mencionou.

O ministro também destacou a retomada da cooperação internacional na área ambiental, com a reativação do Fundo Amazônia, que atualmente conta com a participação de nove países financiadores.

Segundo ele, as iniciativas adotadas pelo governo contribuíram para viabilizar um volume recorde de R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, provenientes de fontes nacionais e internacionais, destinados a projetos de desenvolvimento sustentável.

Capobianco citou ainda investimentos voltados à recuperação de áreas degradadas e à restauração de florestas. De acordo com o ministro, o país já alcançou a marca de 3,4 milhões de hectares recuperados.

Na avaliação do titular da pasta, a agenda ambiental tornou-se um fator decisivo para a inserção econômica internacional e para a atração de investimentos.

“Hoje, no mundo inteiro, são os critérios ambientais que definem acordos comerciais e abrem as portas do investimento. Ir na contramão dessa tendência pode fechar mercados e isolar o país. Proteger as nossas florestas, os nossos rios e a vida de nossas famílias já seria razão suficiente e é, ao mesmo tempo, uma garantia para o futuro próspero da economia brasileira", afirmou.

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