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Sebrae orienta MPEs a exportar com acordo Mercosul-UE

Consultorias do Sebraetec ajudam pequenos negócios a atender exigências internacionais e acessar mercado de 31 países

Apex Brasil, Sebrae e exportações (Foto: Divulgação )
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247 - O acordo entre Mercosul e União Europeia tem aberto novas perspectivas para micro e pequenas empresas brasileiras interessadas em expandir seus negócios para o mercado internacional. Com o objetivo de preparar empreendedores para aproveitar essas oportunidades, o Sebrae vem intensificando o apoio técnico por meio do Sebraetec, programa de consultorias voltado à inovação e adequação tecnológica.

Segundo informações divulgadas pelo Sebrae, o acordo comercial cria condições mais favoráveis para a inserção de pequenos negócios em uma área de livre comércio formada por 31 países e com Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões. A iniciativa busca facilitar o acesso das empresas brasileiras ao mercado europeu, que possui rigorosas exigências relacionadas à qualidade, segurança, rastreabilidade e conformidade regulatória.

De acordo com o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o Sebraetec é uma das principais ferramentas colocadas à disposição dos empreendedores que desejam internacionalizar seus produtos e serviços. “O Sebrae possui soluções para apoiar os pequenos negócios para aproveitar as oportunidades. O Sebraetec é um exemplo, pois dar suporte as empresas justamente nesses pontos, oferecendo consultorias para adequação técnica e regulatória, reduzindo riscos e custos no acesso ao mercado europeu”, afirmou.

Exigências do mercado europeu

Entre os principais desafios enfrentados pelos pequenos negócios interessados em exportar estão a adequação a padrões sanitários e fitossanitários da União Europeia, a rotulagem correta dos produtos e o cumprimento de normas ambientais e de sustentabilidade. Em alguns casos, também é necessário obter registros ou notificações em órgãos regulatórios europeus.

A expectativa em torno do acordo Mercosul-União Europeia é elevada. Segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o tratado pode injetar até R$ 37 bilhões no PIB brasileiro até 2044, consolidando-se como um dos mais importantes movimentos de abertura comercial das últimas décadas.

Análises realizadas pelo Sebrae apontam que os setores com maior potencial de crescimento no mercado europeu são aqueles nos quais o Brasil já possui diferenciação competitiva, valor agregado e forte identidade territorial. É o caso de alimentos e bebidas diferenciados, como cafés especiais, chocolates, mel, azeites e bebidas artesanais.

Produtos sustentáveis ganham espaço

Também aparecem entre os segmentos promissores a agroindústria sustentável e orgânica, os cosméticos naturais e fitoterápicos, além da moda autoral e do setor têxtil sustentável. Produtos com Indicação Geográfica (IG) ou forte vínculo territorial também têm potencial de destaque no comércio internacional.

Um exemplo citado pelo Sebrae envolve produtores de cafés especiais de regiões reconhecidas por Indicação Geográfica. Nesse caso, o Sebraetec pode auxiliar no redesenho das embalagens para atender ao mercado europeu, adaptando idioma, selos de sustentabilidade e estratégias de comunicação voltadas à valorização da origem do produto.

O programa oferece ainda um pacote específico de soluções para internacionalização, com foco na adequação técnica e mercadológica dos pequenos negócios. Entre os serviços disponíveis estão a elaboração de fichas técnicas para design de rótulos, desenvolvimento de embalagens voltadas a mercados internacionais e consultorias em rotulagem de alimentos e informação nutricional.

Apoio à internacionalização

Além disso, o Sebraetec auxilia empresas na adequação e solicitação de registros em órgãos regulatórios estrangeiros, etapa considerada essencial para exportações ao mercado europeu. O programa também apoia a obtenção de certificações, como orgânico e sustentabilidade, e promove ajustes em processos logísticos voltados à exportação.

As consultorias incluem ainda suporte à inserção digital das empresas, com desenvolvimento de websites, lojas virtuais e comunicação visual em língua estrangeira, ampliando a competitividade dos pequenos negócios brasileiros no cenário internacional.

Rodrigo Soares ressaltou que não é necessário que a empresa já atue no mercado externo para participar do processo. “Não é necessário que a empresa já exporte, mas é importante que ela esteja disposta a ajustar processos, produto, comunicação e gestão, conforme os requisitos do mercado-alvo. O Sebraetec atua especialmente nas fases de preparação, adequação e manutenção da internacionalização”, completou.