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Pequenos negócios lideram recorde de empregos no país

Micro e pequenas empresas respondem por 80,5% das vagas em 2025 e ajudam Brasil a alcançar menor taxa de desemprego desde 2012, segundo IBGE e Sebrae

Pequenos negócios lideram recorde de empregos no país (Foto: Reprodução/Sebrae )

247 - As micro e pequenas empresas (MPEs) tiveram papel decisivo para que o Brasil registrasse, em 2025, a menor taxa de desemprego desde 2012. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que a taxa média anual ficou em 5,6%, com recuo de um ponto percentual em relação a 2024. As informações dialogam com levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), elaborado a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No acumulado de 2025, o país registrou saldo positivo de 1.279.498 empregos formais. Desse total, 80,5% foram gerados por micro e pequenas empresas — o segundo melhor desempenho do segmento nos últimos quatro anos. Desde 2023, as MPEs responderam por 77,9% das vagas criadas no Brasil. Em três anos, o saldo nacional chegou a 4,4 milhões de postos de trabalho, dos quais 4,2 milhões foram abertos por pequenos negócios.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, projeta um cenário ainda mais favorável para o próximo ano. “O ano de 2026 será ainda melhor, não tenho a menor dúvida, com relação ao momento que nós estamos vivendo. A começar pelo alívio que teremos com a medida de isenção do Imposto de Renda, que começa a ser sentido a partir de janeiro. Com zero de Imposto de Renda, uma pessoa com salário de até R$ 4.800, por exemplo, pode fazer uma economia de R$ 4 mil em um ano. Quase um 14º salário”, avalia.

Ele também destacou a relevância dos pequenos negócios na sustentação do mercado de trabalho. “Em 2025, a taxa média de desemprego ficou em 5,6%, mostrando que o mercado de trabalho segue forte, graças, principalmente, aos pequenos negócios, cada vez mais apoiados por políticas públicas e acesso facilitado a crédito”, afirmou Décio Lima.

Entre os setores que mais contribuíram para o saldo de empregos das MPEs desde 2023, o segmento de Serviços lidera, com 1.762.309 vagas, seguido por Comércio (790.385), Construção (482.619), Indústria de transformação (304.556) e Agropecuária (53.306). Considerando os dados anuais, o saldo total foi de 1,4 milhão de empregos em 2023 (81,3% gerados por MPEs), 1,6 milhão em 2024 (73%) e 1,2 milhão em 2025 (80,5%).

O apoio ao crédito tem sido um dos pilares para o desempenho do segmento. Segundo o Sebrae, as garantias do programa Acredita Sebrae, com recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), atingiram R$ 11 bilhões em crédito assistido no ano passado.

A Pnad Contínua também revelou que a taxa anual de informalidade ficou em 38,1% da população ocupada. As maiores taxas foram registradas no Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%). O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560. O Distrito Federal apresentou o maior valor (R$ 6.320), seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores rendimentos foram observados no Maranhão (R$ 2.228) e na Bahia (R$ 2.284).

Realizada pelo IBGE, a Pnad Contínua investiga o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, abrangendo todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, trabalho temporário ou por conta própria. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, oferecendo um retrato abrangente do cenário laboral brasileiro.