Prévia do PIB cresce 0,6% em fevereiro
Indicador do Banco Central registra quinto avanço mensal seguido, com crescimento puxado pela indústria
247 - A economia brasileira voltou a apresentar expansão em fevereiro, com a chamada prévia do PIB indicando alta de 0,6%, no quinto mês consecutivo de crescimento, segundo dados do Banco Central. O resultado mostra continuidade da recuperação econômica, embora em ritmo mais moderado do que o registrado no início do ano.
Segundo base em dados oficiais do Banco Central, o desempenho de fevereiro veio após ajuste sazonal — mecanismo que permite comparar períodos diferentes — e representou uma desaceleração frente a janeiro, quando o avanço havia sido de 0,86%.
O indicador de atividade econômica (IBC-Br), considerado uma antecipação do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou que a indústria foi o principal destaque no mês, com crescimento de 1,2%. Já o setor de serviços avançou 0,3%, enquanto a agropecuária teve alta mais modesta, de 0,2%.
Apesar do resultado positivo na comparação mensal, o indicador registrou queda de 0,3% em relação a fevereiro do ano passado, sem ajuste sazonal. No acumulado de 2026 até fevereiro, houve crescimento de 0,4%, enquanto, em 12 meses, a alta foi de 1,9%.
O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal termômetro da atividade econômica. Embora o IBC-Br seja amplamente utilizado como uma prévia desse indicador, seu cálculo difere da metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo dado oficial.
A desaceleração observada no ritmo de crescimento já era esperada por analistas e pelo próprio Banco Central, principalmente em função do patamar elevado da taxa de juros. A autoridade monetária tem indicado que uma expansão mais moderada da economia faz parte da estratégia para conter a inflação e garantir sua convergência à meta de 3%.
Nesse contexto, o Banco Central também avalia que o chamado “hiato do produto” permanece positivo, o que indica que a economia segue operando acima de seu potencial sem gerar pressões inflacionárias adicionais no curto prazo.


