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Ramagem foi preso nos EUA por 'infração de trânsito' e levado ao ICE, diz aliado bolsonarista

Blogueiro Paulo Figueiredo afirma que caso do ex-deputado seria imigratório, cita pedido de asilo pendente e diz não haver risco imediato de deportação

Alexandre Ramagem (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) foi detido nesta segunda-feira (13) em Orlando, na Flórida, após uma abordagem policial motivada por uma infração leve de trânsito. A informação foi divulgada pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, o único integrante do núcleo 5 na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a trama golpista de 2022. Ele é acusado de usar sua influência para pressionar militares a aderirem ao golpe, sendo investigado por crimes como abolição violenta do Estado de Direito.

De acordo com o blog Sonar, do jornal O Globo, Figueiredo afirmou que, após a abordagem policial, Alexandre Ramagem foi encaminhado ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE). Segundo ele, a situação não configuraria prisão criminal, mas um procedimento relacionado à imigração.

O blogueiro também informou que a empresa Immigrex, da qual é sócio, está prestando assistência ao ex-deputado. Segundo ele, não há, neste momento, risco iminente de deportação. “O trâmite do ICE também é burocrático e depende da formalização no sistema do órgão para que os próximos passos sejam dados nesta direção”, escreveu.

Figueiredo ainda negou qualquer relação entre a detenção e o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro em janeiro deste ano. A solicitação foi feita após a condenação de Ramagem no Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da chamada trama golpista.

Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Durante o andamento do processo, ele deixou o Brasil pela fronteira em Boa Vista (RO), seguiu para Georgetown, na Guiana, e, de lá, embarcou para Miami, nos Estados Unidos.

Já em território estadunidense, Ramagem afirmou anteriormente que se sentia “seguro” no país e que contava com “anuência” do governo dos Estados Unidos.

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