Haddad defende PEC e promete reforçar combate ao crime organizado
Ministro afirma que governo apoiará Sistema Único de Segurança Pública para ampliar integração entre instituições e enfraquecer facções criminosas
247 - O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), reafirmou o apoio do governo federal à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e defendeu a criação de um Sistema Único de Segurança Pública no Brasil. Segundo ele, a integração entre os diferentes órgãos e entes federativos será decisiva para ampliar a eficiência das ações de enfrentamento ao crime organizado.
Em publicação feita na rede social X, Haddad sustentou que a cooperação entre União, estados e instituições de fiscalização deve deixar de ser uma medida excepcional e passar a orientar permanentemente as políticas de segurança pública. “Nós vamos apoiar a PEC da Segurança Pública e criar um Sistema Único de Segurança Pública no país, fazendo da cooperação a regra, e não a exceção como é hoje”, afirmou. A informação foi divulgada pelo próprio ministro em sua conta oficial na plataforma.
Para Haddad, experiências recentes demonstram que a atuação integrada dos órgãos públicos produz resultados mais efetivos contra organizações criminosas. “Toda vez que cooperamos de forma federativa, ganhamos do crime organizado”, declarou.
Integração entre instituições
Haddad também afirmou que a postura do governo paulista em relação à cooperação institucional deverá mudar nos próximos períodos. Sem detalhar medidas específicas, ele indicou que a articulação entre os diferentes níveis de governo será ampliada.
“A postura do governo do estado de São Paulo vai mudar”, disse o ex-ministro ao abordar o tema da segurança pública e do combate às redes criminosas que atuam no estado.
Ao citar exemplos de ações bem-sucedidas, Haddad destacou a Operação Carbono Oculto e a liquidação dos fundos da Reag. Segundo ele, ambas as iniciativas demonstraram a importância do trabalho conjunto entre órgãos de investigação, fiscalização e segurança.
Asfixia financeira das organizações criminosas
De acordo com o pré-candidato a governador, essas operações reuniram diferentes instituições em torno do objetivo de desarticular esquemas criminosos por meio do bloqueio de suas fontes de financiamento.
“A Operação Carbono Oculto e a liquidação dos fundos da Reag são exemplos disso: envolveram nossas instituições, como Polícia Militar, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público, para fazer o certo e desmontar o crime organizado a partir da asfixia das suas finanças”, afirmou.
A declaração reforça a estratégia defendida pelo governo federal de concentrar esforços não apenas na repressão direta aos crimes, mas também na identificação e interrupção dos fluxos financeiros que sustentam as organizações criminosas.
O que prevê a PEC da Segurança Pública
A PEC da Segurança Pública foi aprovada pela Câmara dos Deputados e segue para análise do Senado Federal. O texto busca fortalecer a integração entre as forças de segurança de todo o país e transformar em norma constitucional mecanismos de cooperação já previstos na legislação. Entre os principais objetivos está a consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), ampliando a atuação coordenada entre União, estados e municípios.
A proposta também estabelece competências compartilhadas entre os órgãos de segurança pública e prevê o uso de sistemas eletrônicos integrados para o encaminhamento de registros de infrações de menor potencial ofensivo ao Poder Judiciário. Além disso, a União passa a ter atribuições relacionadas à formulação da política nacional de segurança pública e à coordenação do sistema de integração entre os diferentes órgãos.
Outro ponto central da PEC é o fortalecimento institucional do combate ao crime organizado por meio da cooperação entre os entes federativos. O texto constitucionaliza o Susp e busca garantir maior interoperabilidade entre polícias, órgãos de inteligência e demais instituições responsáveis pela segurança pública, preservando a autonomia dos estados sobre suas corporações policiais.
Fortalecimento das polícias
Ao concluir sua manifestação, Haddad defendeu investimentos e fortalecimento das forças policiais, destacando que o combate às organizações criminosas deve alcançar os níveis superiores das estruturas ilícitas. “Vamos fortalecer as polícias. O crime organizado está no andar de cima, e é lá que vamos combatê-lo”, afirmou.
