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Gleisi diz que deixa articulação política do governo em 1º de abril

Ministra afirma que Lula avalia momento para indicar Jorge Messias ao supremo e prevê eleição presidencial polarizada

Gleisi diz que deixa articulação política do governo em 1º de abril (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que deixará o comando da articulação política do governo federal na próxima quarta-feira, 1º de abril. As declarações foram dadas em entrevista a jornalistas e divulgadas originalmente pela Agência Estado.

Durante a conversa, Gleisi também abordou a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhar ao Senado a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo ela, o chefe do Executivo ainda avalia o melhor momento para formalizar a indicação e não há, até agora, previsão de reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A ministra também comentou o cenário político para as eleições presidenciais. Ao analisar a oficialização da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Gleisi classificou o político como uma figura mais “agressiva” em comparação com outros nomes do partido que se colocaram na disputa.

Na avaliação dela, a corrida presidencial tende a ser marcada por forte polarização entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Gleisi afirmou: “Obviamente que o Caiado é uma figura mais agressiva, eu diria. Eu não sei como vai ser o comportamento da extrema-direita com ele, do agronegócio com ele, com o Flávio, como é que isso vai sopesar. Mas eu acho que, num quadro como nós estamos, de polarização, é muito difícil, seja quem seja, na terceira via, ter um espaço maior”.

Outro tema abordado pela ministra foi o projeto de lei que prevê o uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores de mulheres. A proposta, já aprovada pelo Senado, aguarda sanção presidencial. Segundo Gleisi, a expectativa é que Lula sancione o texto sem vetos, incorporando a medida às ações do governo federal de combate ao feminicídio.