Aliados ligam alta de Lula na Quaest a pacote de medidas e comunicação
Base governista avalia que pacote econômico, maior exposição pública e mudança na estratégia de comunicação impulsionaram aprovação do presidente
247 - Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a melhora registrada pelo governo na pesquisa Quaest está diretamente ligada a um conjunto de medidas econômicas recentes e a uma mudança na estratégia de comunicação adotada pelo Palácio do Planalto. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (13), mostrou avanço na aprovação do petista em meio ao esforço da gestão para reforçar a divulgação de ações consideradas populares.
As informações foram publicadas originalmente pela coluna da jornalista Milena Teixeira, no portal Metrópoles. Nos bastidores da pré-campanha à reeleição, integrantes do núcleo político de Lula sustentam que a recuperação da imagem do governo não ocorreu de forma isolada e estaria associada a iniciativas voltadas principalmente para renda, crédito e redução da pressão financeira sobre a população.
Entre as ações apontadas como decisivas estão a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, o programa Desenrola e a recente conversa de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A avaliação é de que essas iniciativas ajudaram a fortalecer a percepção de atuação do governo em temas ligados à economia e ao cotidiano da população.
Comunicação passa a ser prioridade no Planalto
Aliados do presidente afirmam que a estratégia de comunicação do governo passou por ajustes nos últimos meses, com foco em ampliar a presença de Lula em agendas públicas e aumentar a divulgação de programas federais.
Segundo integrantes da base governista, o presidente intensificou participações em eventos, anúncios e cerimônias de entrega de obras e benefícios sociais. A leitura interna é de que a maior exposição contribuiu para aproximar o governo da população e ampliar o alcance das medidas econômicas anunciadas.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que parte das ações do governo vinha tendo baixo impacto justamente pela dificuldade de comunicação. A nova estratégia teria buscado transformar anúncios técnicos em pautas com maior apelo popular.
Medidas econômicas ganharam tração
Dentro da campanha, a proposta de isenção do Imposto de Renda é considerada uma das iniciativas com maior potencial de repercussão positiva entre trabalhadores assalariados e setores da classe média.
Aliados afirmam que, no início do ano, o impacto político da medida ainda não havia sido plenamente percebido pela população devido ao acúmulo de despesas fixas típicas do período, como IPVA, matrículas e contas sazonais.
Agora, a avaliação é de que os efeitos das propostas econômicas começaram a chegar com mais força ao eleitorado, principalmente diante do aumento da divulgação das ações federais e da tentativa de conectar as medidas diretamente à melhora do custo de vida.
Governo vê base mais mobilizada
Outro fator citado por aliados foi a reação do governo após a derrota de Jorge Messias no Senado Federal. Integrantes da base afirmam que o episódio acabou mobilizando apoiadores e fortalecendo o discurso político adotado pelo Palácio do Planalto.
Segundo interlocutores, a postura adotada pelo governo transmitiu a imagem de uma gestão disposta a enfrentar pressões do Congresso Nacional sem recuar em pautas consideradas prioritárias.
A avaliação interna é de que a combinação entre medidas econômicas, reforço na comunicação e maior mobilização política ajudou a impulsionar a melhora da aprovação registrada pela pesquisa Quaest.
