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Petrobras e Amazônica Energy firmam parceria para levar gás ao Norte

Contrato inaugura nova fase de monetização do Polo Urucu e prevê fornecimento de GNL em pequena escala para regiões isoladas da Amazônia

Base da Petrobras na Província Petrolífera de Urucu, em Coari (AM)
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247 - A Petrobras e a Amazônica Energy firmaram o primeiro contrato de venda de gás natural proveniente do Polo Urucu para a comercialização de gás natural liquefeito (GNL) em pequena escala. A informação foi divulgada pela Agência Petrobras de Notícias. O acordo marca uma nova etapa na monetização das reservas da Bacia Sedimentar do Solimões e representa um avanço significativo para o mercado de gás natural no estado do Amazonas.

De acordo com a Petrobras, o fornecimento do insumo está previsto para começar em fevereiro de 2028, com um volume inicial contratado de 100 mil metros cúbicos por dia e vigência de dez anos. O contrato poderá ser ampliado conforme o desenvolvimento do projeto. O objetivo é atender localidades da Região Norte com acesso restrito ao gás, criando soluções logísticas e energéticas para ampliar a oferta do combustível e reduzir as emissões de carbono na Amazônia.

Avanço para a integração energética da Região Norte

Segundo Álvaro Tupiassu, gerente executivo de Gás e Energia da Petrobras, a iniciativa reforça o papel da companhia como agente de desenvolvimento energético e regional.

 “A parceria com a Amazônica Energy reforça nosso compromisso com soluções que impulsionem o setor energético nacional. Este contrato amplia o acesso ao gás natural na Região Norte, com novas modalidades de entrega e soluções inovadoras que buscam fomentar a economia local, gerando benefícios na região e para o mercado de gás do país”, destacou o executivo.

O projeto também inclui investimentos da Amazônica Energy em unidades de liquefação, transporte e regaseificação de GNL, além da ampliação do ponto de entrega de transporte. Essas ações deverão estimular o desenvolvimento regional, gerar empregos e renda, reduzir custos de produção e fortalecer a cadeia produtiva local, consolidando o gás natural como um vetor de integração e eficiência na matriz energética brasileira.

Sustentabilidade e desenvolvimento regional

Para o CEO da Amazônica Energy, Marcelo Araújo, a parceria com a Petrobras é estratégica e essencial para promover a diversificação energética na Amazônia.

 “A parceria estratégica com a Petrobras é de suma importância para o desenvolvimento desse projeto que visa a diversificação da matriz energética na Região Norte com foco na sustentabilidade, dada a menor pegada de carbono. Ter um player como a Petrobras ao nosso lado potencializa nossos esforços e se soma à iniciativa de grandes parceiros nacionais e internacionais que colaboram ativamente com a Amazônica Energy nessa empreitada”, afirmou Araújo.

Ele destacou ainda que a implantação do Terminal de GNL permitirá o fornecimento de gás liquefeito para indústrias, termelétricas, frotas de GNV e polos logísticos localizados ao longo dos eixos rodoviários e fluviais da região.

 “Nosso compromisso com a Região Norte é um valor firmado no próprio nome da empresa, e muito nos honra capitanear essa iniciativa que vai beneficiar diferentes segmentos produtivos na região”, completou o executivo.

O Polo Urucu: referência em produção e sustentabilidade

Desde 1988, a Petrobras mantém operações de produção segura e sustentável de petróleo e gás na região do Polo Urucu, no coração da Amazônia. O campo é o terceiro maior produtor de gás natural do Brasil, com uma média de 5,1 milhões de metros cúbicos por dia, responsável por 65% da geração de energia elétrica de Manaus e de cinco outros municípios do Amazonas.

Além disso, a unidade produz gás liquefeito de petróleo (GLP) equivalente a 80 mil botijões por dia, abastecendo todos os estados da Região Norte e parte do Nordeste. A operação emprega cerca de 20 mil trabalhadores diretos e indiretos, sendo aproximadamente mil deles baseados na própria região, vindos principalmente de Manaus e Carauari.

Em linha com os compromissos ambientais da companhia, a Petrobras já desenvolveu mais de 1,5 milhão de mudas de espécies nativas para reflorestamento e mantém 98% das áreas de concessão preservadas. Todo o resíduo das operações é destinado de forma adequada, e a unidade é autossuficiente em energia, utilizando o gás produzido localmente — medida que contribui para reduzir emissões de gases de efeito estufa e consolidar o modelo de produção sustentável na Amazônia.