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Sara York

Sara Wagner York (também conhecida como Sara Wagner Pimenta Gonçalves Júnior) é bacharel em Jornalismo, doutora em Educação, licenciada em Letras – Inglês, Pedagogia e Letras Vernáculas. É especialista em Educação, Gênero e Sexualidade, autora do primeiro trabalho acadêmico sobre cotas para pessoas trans no Brasil, desenvolvido em seu mestrado. Pai e avó, é reconhecida como a primeira mulher trans a ancorar no jornalismo brasileiro, pela TV 247

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Virginia na Sapucaí: brilho, milhões — e cadê o samba?

Patrocínio milionário, fantasia de luxo — e "crime" na Sapucaí? Internautas dizem que Virginia "matou o samba" na Grande Rio

Virginia em desfile da Grande Rio (Foto: Reprodução)

O desfile de Virginia Fonseca pela Acadêmicos do Grande Rio na Marquês de Sapucaí segue rendendo debates acalorados neste Carnaval de 2026.

A comunidade de Caxias estava visivelmente emocionada. Passistas, ritmistas e componentes vibravam com o samba-enredo e com as narrativas apresentadas — entre elas a figura do Mangue Beach, tema de 1974 na voz de Jorge Mautner, eternizado por Chico Science e a Nação Zumbi. O patrocínio da WePink foi amplamente notado, estampado nas camisetas de colaboradores, evidenciando o aporte financeiro significativo. Em tempos de Carnaval altamente profissionalizado, o dinheiro é parte da engrenagem.

Visualmente, Virginia estava impecável. No entanto, páginas de entretenimento relataram que o adereço das costas — o chamado costeiro — teria apresentado problemas estruturais durante o desfile, devido ao peso. O tapa-sexo havia descolado, e os seguranças foram grosseiros com todos que se aproximavam, incluindo jornalistas. Aliás, Sabrina Sato e a ex-Grande Rio Paola Oliveira são famosas pelo profissionalismo e por nunca reclamarem do carinho dos fãs, tampouco do peso de suas fantasias. Mas o debate central não foi estético.

Nas redes sociais, internautas passaram a ironizar a performance citando o refrão eternizado por Alcione, a Marrom: “não deixe o samba morrer”. Segundo muitos comentários, o “grande crime” da influenciadora teria sido justamente “matar o samba” na Avenida — uma crítica direta à ausência do tão esperado samba no pé.

Entre as muitas vozes que repercutiram o episódio, internautas também destacaram a tensão entre espetáculo midiático e tradição carnavalesca, lembrando que a Sapucaí até tolera celebridades, mas não negocia a entrega rítmica.

O episódio expõe algo maior: a disputa simbólica entre marketing e cultura popular. A Avenida aceita brilho, aceita patrocínio, aceita celebridade. Mas o samba — esse — exige corpo, cadência e pertencimento. E essa cobrança, como sempre, é pública. Salve Caxias!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.