Trump e os irmãos Bolsonaro caçando bandidos terroristas? Ouçam as gargalhadas dos milicianos
“Quem vai acreditar que amigos das milícias e de banqueiro mafioso estejam preocupados com o crime organizado?”, pergunta Moisés Mendes
Os Bolsonaros estão terrivelmente preocupados com o crime organizado. Por isso, aconselharam Trump a combater os terroristas do PCC e do Comando Vermelho. Vai colar no eleitorado que ainda não decidiu o voto? Vai emocionar a classe média viciada em antilulismo, mas ainda não o suficiente para votar no filho ungido?
Os caras são amigos de milicianos, mordedores de um banqueiro mafioso e têm o pai preso em casa como chefe de organização criminosa. O brasileiro médio ainda sem candidato definido, mesmo o mais desligado, vai levar a sério essa conversa de caçada a terroristas?
O eleitor indeciso ou independente, que é o metido a mais inteligente, vai ser enrolado por essa farsa? Quem os Bolsonaros querem conquistar com a ameaça de que os americanos poderão um dia caçar chefes do PCC, dentro do Brasil, como já caçaram Bin Laden no Paquistão? Vão caçar nas fintechs da Faria Lima?
A dúvida central sobre os efeitos do alerta de Eduardo é essa. O que os Bolsonaros ganham sendo ainda mais Bolsonaros e conspirando contra o próprio país? O eleitor já fidelizado é o que se emociona com esse tipo de blefe.
Mas esse eleitor é imutável e não precisa de novos estímulos para continuar bolsonarista. Esse eleitor encravado sabe que o plano de Trump e dos irmãos é tumultuar a eleição e espalhar terror dentro do Brasil.
Mas a dupla deve ter feito um cálculo que ninguém está entendendo direito, na base de que o eleitor indeciso preocupado com a violência será sensibilizado. Será mesmo? E aceitará o desaforo americano à nossa soberania em nome de mais “segurança”?
Que brasileiro crédulo vai enxergar os Bolsonaros como informantes sinceros de Trump na caçada a bandidos terroristas? A ameaça de invasão é, finalmente, o resultado da visita dos irmãos, principalmente aquela do dia seguinte a Marco Rubio.
Trump pode invadir o Brasil a qualquer momento, para combater o terror, porque os irmãos pediram. Os milicianos ouvem a notícia no Jornal Nacional e, às gargalhadas, bebem Devassa e comem coxinha de galinha no bar do Panfílio, em Rio das Pedras.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.




