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Michelle Catarine Machado

Jornalista com experiência em comunicação institucional, política, mídias sociais e produção de conteúdos acessíveis e inclusivos

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Trabalhadores vão às ruas em Brasília contra a extrema-direita e em defesa do fim da escala 6x1

Ato no Eixão Sul reúne trabalhadores, centrais sindicais e lideranças políticas e reafirma a redução da jornada como uma das principais pautas dos trabalhadores

Trabalhadores vão às ruas em Brasília contra a extrema-direita e em defesa do fim da escala 6x1

Em um cenário de avanço da extrema-direita e intensificação das disputas políticas no país, o ato do 1º de Maio no Eixão Sul, em Brasília, se consolidou como uma resposta organizada da classe trabalhadora e um reforço ao campo progressista. Com forte presença popular, com famílias, crianças e símbolos da luta cotidiana, a mobilização reafirmou a centralidade da rua como espaço de disputa política e social.

Na avaliação do dirigente da AE-DF, Ismael César, o momento exige organização e resposta diante das ameaças em curso: “De um lado, a extrema-direita e os golpistas já mostraram que querem destruir as conquistas do povo brasileiro, com novas reformas trabalhista, previdenciária e administrativa, além de barrar avanços como o fim da escala 6x1. Portanto, o 1º de Maio tem a representação simbólica da grande arrancada rumo à vitória do companheiro Lula nas eleições, para garantir direitos e conquistas da classe trabalhadora neste país.”

A redução da jornada de trabalho, expressa na luta pelo fim da escala 6x1, apareceu como eixo central do ato e como uma das principais pautas de unidade entre as forças presentes.

“A luta contra a jornada 6x1 é central”, afirmou a deputada federal Érika Kokay. “Os trabalhadores e trabalhadoras têm direito ao seu próprio tempo, que não pode ser expropriado por quem só almeja lucro. Não faz sentido uma realidade em que muitas pessoas passam mais tempo com seus chefes do que com seus próprios filhos. Este 1º de Maio é para consolidar o fim da escala 6x1, porque tem vida além do trabalho. Viva a classe trabalhadora.”

O ato também dialogou diretamente com o momento político recente, especialmente após movimentações no Congresso Nacional. Para o deputado distrital Gabriel Magno, o 1º de Maio cumpre um papel central na reorganização da luta: “Na última semana, vimos o avanço da extrema-direita em pautas graves, como a anistia aos golpistas. Por isso, o 1º de Maio cumpre um papel fundamental de mobilizar novamente a classe trabalhadora nessa disputa, que é central neste ano, na defesa dos direitos, pelo fim da escala 6x1 e pela democracia. Em Brasília, temos um papel importante de unificar e dialogar com as centrais e forças progressistas para enfrentar esse projeto e derrotar Ibaneis, Celina Leão e Michele Bolsonaro. Saímos daqui fortalecidos para um ano de muita disputa e muita luta.”

A dirigente do PT-DF, Rosilene Corrêa, também destacou o papel do Legislativo no atual cenário: “Nas últimas 48 horas, o Congresso deu uma demonstração clara de que o Parlamento que temos hoje atua contra os interesses da classe trabalhadora. É um momento de reconhecer as conquistas da luta, mas também de entender que ainda há muito a fazer para fortalecer os trabalhadores e trabalhadoras.”

Já a pré-candidata a deputada federal Ruth Venceremos reforçou o impacto direto da pauta na vida da população: “O fim da escala 6x1 é uma pauta fundamental para garantir mais tempo de descanso, convivência com a família e dignidade. Seguimos unidos, ao lado do governo do presidente Lula, para avançar nessa agenda.”

Entre falas, músicas e expressões culturais, o ato também foi marcado por um momento de memória e reconhecimento. Os participantes realizaram um minuto de silêncio em homenagem a Daniel Gaio, dirigente da Executiva Nacional da CUT e sociólogo, que faleceu na manhã desta quinta-feira (30). Em seguida, o público entoou gritos de “Daniel, presente! Presente! Presente!”, reafirmando o compromisso com sua trajetória de luta.

A atividade também teve um clima de encontro popular e familiar, com distribuição de água gratuita, brinquedos para as crianças e um espaço com painel para fotos. Food trucks e barracas com venda de bonés, camisetas, copos, bolsas e artesanato completaram o ambiente, que uniu luta política, cultura e encontro da classe trabalhadora.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.