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‘Estamos bem, firmes e serenos’: Como foi primeira mensagem de Maduro em prisão nos EUA

O presidente da Venezuela sequestrado pelos EUA redigiu texto citando a esposa Cilia Flores, que também está presa

‘Estamos bem, firmes e serenos’: Como foi primeira mensagem de Maduro em prisão nos EUA (Foto: Reprodução redes sociais)

Por Herculano Barreto Filho, da Agenda do Poder - Nicolás Maduro, presidente deposto da Venezuela, afirmou estar bem em mensagem publicada em seu perfil no X (antigo Twitter) neste sábado (28). “Estamos bem, firmes, serenos e em oração permanente”, escreveu Maduro.

Foi a sua primeira mensagem desde que foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde enfrenta um julgamento por acusações de envolvimento com o narcotráfico.

Maduro foi detido em uma operação militar no dia 3 de janeiro, em Caracas, capital venezuelana. Preso com a esposa Cilia Flores em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn, ele redigiu uma mensagem também citando a companheira e se referindo ao povo venezuelano.

“Temos recebido suas mensagens, cartas e orações. Cada palavra de amor, cada gesto de carinho e cada expressão de apoio tocam a nossa alma e nos fortalece espiritualmente”, escreveu.

Em seguida, disse sentir admiração pelo povo venezuelano e por sua capacidade de se manter unido nos momentos de adversidade. “Esse amor que vocês fazem chegar a nós se converte em força moral, força interior e compromisso com valores”.

Na mensagem, Maduro também pede paz, reconciliação ao povo e perdão. “Que nada nos afaste do caminho do diálogo, da convivência e do respeito”.

Maduro então finaliza a mensagem citando Jesus Cristo, pedindo por fé, paz, esperança e busca pelos caminhos de Deus.

Maduro está isolado em uma cela sem internet, com acesso ao pátio por uma hora ao dia. Uma fonte disse à AFP que ele tem permissão para conversar por telefone com a família e com advogados por 15 minutos.

Em audiência nesta quinta-feira (26), a Justiça dos EUA decidiu manter as acusações de narcotráfico contra o ex-presidente venezuelano. A defesa tentou anular o processo alegando que as sanções norte-americanas aos fundos do país impedem o pagamento dos honorários advocatícios, afirmando que Maduro e sua esposa não possuem recursos próprios.

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